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Canetas emagrecedoras e câncer: o que a ciência diz sobre a redução de risco de tumores?

Obesidade: Um Fator de Risco Conhecido para Múltiplos Cânceres

A ciência já estabeleceu há tempos que o excesso de peso é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Uma lista divulgada pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Iarc) aponta 13 tumores associados à obesidade, incluindo os de colorretal, mama e endométrio. A endocrinologista Lorena Lima Amato explica que a obesidade contribui para o surgimento de tumores através da inflamação crônica, resistência à insulina e aumento de hormônios e citocinas que favorecem o crescimento de células cancerígenas.

Análogos de GLP-1: Pouco Efeito Isolado na Prevenção de Câncer

Com o advento de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, análogos de receptores de GLP-1 popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, surgiu a questão sobre seu potencial na redução do risco de câncer. No entanto, uma revisão sistemática e metanálise publicada no periódico Annals of Internal Medicine sugere que, isoladamente, essas medicações apresentam pouco ou nenhum efeito protetor significativo contra os cânceres relacionados à obesidade. Especialistas reforçam que o tratamento da obesidade é multifacetado, envolvendo mudanças no estilo de vida.

Tratamento Multidisciplinar é Essencial para Prevenção

A endocrinologista Lorena Lima Amato enfatiza que a prevenção do câncer em pacientes com excesso de peso requer uma abordagem completa. “O tratamento da obesidade é multidisciplinar, ele depende não apenas de medicamentos, mas de mudanças nos hábitos de vida, como a prática de atividade física e dieta mais saudável”, afirma. A combinação de um peso saudável, alimentação equilibrada, exercícios físicos, manejo do estresse e redução do consumo de álcool e cigarro são fatores cruciais para um melhor prognóstico e diminuição do risco de desenvolver a doença.

Nova Pesquisa: Combinação de Medicamentos Reduz Risco de Câncer de Endométrio

Em um desenvolvimento promissor, um estudo recente publicado no JAMA Network Open indica que a combinação de análogos de GLP-1 com progestinas pode ter um impacto significativo na redução do risco de câncer de endométrio. A pesquisa, que analisou dados de mais de 444 mil mulheres, revelou que aquelas que utilizaram essa combinação para tratar problemas ginecológicos e obesidade/diabetes apresentaram uma redução de 66% no risco de desenvolver câncer de endométrio e 53% menos chances de necessitar de histerectomia. Essa proteção foi superior à observada em grupos que usaram apenas progestinas ou progestinas com metformina.

Fonte: saude.abril.com.br

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