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Bruno Drummond: O primeiro paciente da polilaminina que voltou a andar e celebra ‘troféu’ para a cientista Tatiana Sampaio

Aos 23 anos, um capotamento transformou a vida de Bruno Drummond, que se viu tetraplégico. Menos de um mês depois, ele se tornou o primeiro paciente a receber a polilaminina, uma proteína promissora em desenvolvimento pela bióloga Tatiana Sampaio. Três semanas após a aplicação, um movimento no dedão do pé direito marcou o início de uma recuperação que surpreendeu a todos.

Uma nova esperança para lesões medulares

O acidente ocorreu em abril de 2018, quando Bruno perdeu o controle do veículo e sofreu um capotamento. A lesão na vértebra C6 o deixou paralisado do pescoço para baixo. “Eu tinha apenas um leve movimento no ombro”, relata Bruno ao NeoFeed. Sem esperanças de recuperação significativa, ele foi submetido ao tratamento experimental com a polilaminina, uma versão sintética da laminina, proteína natural que atua como um “andaime biológico” para o reparo de tecidos nervosos. A aplicação ocorreu menos de 24 horas após o acidente, um fator crucial para o sucesso.

Recuperação e a busca pela independência

Em apenas dois anos, Bruno não só recuperou a maior parte de sua função motora, como também reconquistou sua independência. Ele voltou a andar, dirigir, trabalhar e praticar atividades físicas. “Brinco que sou o trofeuzinho da doutora Tatiana”, afirma Bruno, reconhecendo a importância da polilaminina em sua jornada. A substância, que estimula o crescimento dos axônios e a comunicação entre o cérebro e o corpo, mostrou em estudos uma eficácia de 75%, comparada aos 10% de recuperação espontânea. Bruno, no entanto, ressalta que o esforço pessoal e a fisioterapia intensiva foram fundamentais. “Sozinha, a polilaminina não recupera nada”, enfatiza.

Um longo caminho pela frente

Apesar do sucesso notável de Bruno, a polilaminina ainda é considerada uma promessa de tratamento. A pesquisa, conduzida pela bióloga Tatiana Sampaio, professora da UFRJ, está em fase experimental. O estudo piloto com oito pacientes é um passo inicial, e a Anvisa concedeu o aval para os testes clínicos recentemente. Especialistas alertam que a aprovação final como medicamento pode levar até uma década. “Ainda não é um feito, é uma promessa de tratamento”, declara Tatiana. “No dia em que ela estiver registrada, se todo mundo voltar a andar, aí sim fizemos uma revolução.” Bruno, otimista, espera que seu caso inspire futuras pesquisas e tratamentos mais acessíveis.

A importância do apoio e da perseverança

Bruno Drummond atribui parte significativa de sua recuperação ao apoio incondicional de sua família e à sua própria determinação. Após o acidente, ele passou por dois anos de fisioterapia intensiva, reaprendendo movimentos básicos como um bebê. A força de vontade e a manutenção de um estilo de vida ativo, com musculação e natação, são essenciais para que ele mantenha sua condição física. Mesmo com algumas sequelas, como a limitação nos movimentos dos dedos e menor sensibilidade em partes do corpo, Bruno celebra cada conquista e a oportunidade de viver plenamente.

Fonte: neofeed.com.br

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