terça-feira, março 3, 2026
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Brasil condena ataque à Venezuela e reforça soberania em reunião da Celac

Brasil se posiciona contra ações militares na Venezuela

O Brasil reafirmou sua posição contrária a qualquer tipo de ataque militar em território venezuelano durante uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) neste domingo (4). A participação brasileira foi marcada pela fala do Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que ecoou o sentimento do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em suas redes sociais, Lula declarou que as ações em questão “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

Diálogo diplomático em busca de contenção

O Ministro Mauro Vieira informou que o Brasil já iniciou conversas com diversos parceiros internacionais, incluindo México, Uruguai, França e a União Europeia, para comunicar a posição brasileira. Ele destacou que o bloco europeu, em nota assinada por 26 de seus 27 membros, também expressou críticas à ação, pedindo “calma e contenção de todas as partes” e o “respeito à vontade do povo venezuelano”. A Hungria foi o único país a não assinar a nota.

Preocupação com soberania e recursos

A reunião da Celac contou com a presença de importantes nações latino-americanas. Apesar de um acordo para uma declaração conjunta ter sido vetado pela Argentina, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha emitiram um comunicado conjunto expressando preocupação com a “apropriação externa” de recursos naturais venezuelanos. O grupo solicitou a atuação da ONU para a desescalada das tensões após o ataque atribuído aos Estados Unidos.

Conselho de Segurança da ONU também debate o caso

A situação na Venezuela e os recentes eventos serão pauta de discussão no Conselho de Segurança da ONU, com uma reunião agendada para as 12h de Brasília. A expectativa é que o debate internacional sobre o tema continue a se intensificar nos próximos dias, com o Brasil buscando reforçar os princípios de soberania e não intervenção.

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