O que é o BIA-ALCL?
O Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado a Implantes Mamários (BIA-ALCL) ganhou destaque recentemente após o diagnóstico da atriz e influenciadora Evelin Camargo. Diferente do câncer de mama tradicional, o BIA-ALCL é um tipo raro de linfoma, um câncer do sistema linfático, que se desenvolve na cápsula fibrosa formada pelo corpo ao redor da prótese de silicone ou no líquido acumulado nessa região. Segundo especialistas, o problema não está no material da prótese em si, mas na interação entre o invólucro do implante e o organismo, onde a inflamação crônica pode desempenhar um papel.
Principais Sinais de Alerta para Pacientes com Implantes
Para mulheres que possuem implantes mamários, o sintoma mais comum e que deve servir de alerta para o BIA-ALCL é o seroma tardio. Caracterizado por um acúmulo de líquido ao redor da prótese, ele causa um aumento repentino e perceptível no volume de uma das mamas, geralmente ocorrendo mais de um ano após a cirurgia. Embora o acúmulo de líquido possa ter causas benignas, ele pode levar à assimetria entre as mamas e deve ser sempre investigado por um mastologista. Outros sintomas menos frequentes que exigem avaliação médica imediata incluem dor na mama, nódulos ou inchaço na região da axila.
Fatores de Risco e Diagnóstico Preciso
As evidências científicas apontam que o risco de desenvolver BIA-ALCL está mais associado a implantes mamários de superfície texturizada, que possuem uma textura rugosa em seu revestimento externo. O surgimento da doença ocorre, em média, entre sete a dez anos após a colocação da prótese. O diagnóstico definitivo é obtido através de exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, complementados pela punção para coleta do líquido ao redor do implante. Análises laboratoriais detalhadas desse fluido são cruciais para identificar as células do linfoma.
Prognóstico Favorável e Importância da Vigilância
Apesar da preocupação que o diagnóstico pode gerar, o prognóstico para pacientes com BIA-ALCL é, em geral, bastante favorável, especialmente quando a doença é detectada em estágios iniciais e restrita à cápsula da prótese. O tratamento padrão é cirúrgico, envolvendo a remoção completa do implante mamário e da cápsula fibrosa, o que na maioria dos casos é considerado curativo. Em situações mais avançadas, a quimioterapia pode ser associada. É fundamental ressaltar que, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a doença é rara e não justifica a remoção preventiva de implantes em mulheres assintomáticas. A manutenção da rotina de exames de imagem e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para garantir a detecção precoce e um desfecho positivo.
Fonte: viva.com.br




