Divisão Partidária na Aprovação
Uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos, divulgada na segunda-feira (5 de janeiro de 2026), aponta que apenas um terço dos cidadãos norte-americanos aprova a operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O levantamento também indica que uma expressiva maioria de 72% dos entrevistados manifesta receio quanto a um envolvimento excessivo dos Estados Unidos na Venezuela.
Aprovação Varia Conforme o Partido Político
A aprovação da ação militar apresenta um forte contraste entre os partidos políticos dos EUA. Entre os republicanos, 65% endossam a operação. Em contrapartida, apenas 11% dos democratas e 23% dos independentes compartilham dessa visão. A desaprovação explícita da intervenção é significativamente maior entre os democratas, alcançando 65%, comparado a apenas 6% entre os republicanos. Uma parcela considerável de republicanos (29%) e democratas (25%) não soube responder à pergunta.
Preocupação com Envolvimento Excessivo é Generalizada
A apreensão em relação a um envolvimento prolongado ou excessivo dos EUA na Venezuela transcende as divisões partidárias. O temor atinge 90% entre os democratas, enquanto 54% dos republicanos e 74% dos independentes também expressam essa preocupação. Essa ampla maioria indica um desejo por cautela na política externa americana em relação ao país sul-americano.
Apoio Republicano a Medidas Específicas
No que diz respeito a aspectos específicos da política de Trump para a Venezuela, a pesquisa revelou que, entre os 392 republicanos entrevistados, 65% aprovam a ideia de os EUA administrarem o país até o estabelecimento de um novo governo. Além disso, 60% concordam com a presença de tropas americanas na Venezuela, e 59% apoiam que os EUA assumam o controle dos campos de petróleo venezuelanos. Questionados sobre uma política de domínio americano no hemisfério ocidental, 43% dos republicanos concordaram, enquanto 19% discordaram.
Metodologia da Pesquisa
O levantamento entrevistou 1.248 adultos em todo o território norte-americano no domingo (4 de janeiro) e na segunda-feira (5 de janeiro). Os dados foram coletados online. A margem de erro para a amostra total é de aproximadamente 3 pontos percentuais, e de 5 pontos percentuais para subgrupos partidários específicos.




