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Apagão em SP: Enel dobra número de afetados para 4,4 milhões e pressão aumenta sobre distribuidora e governo

Enel revisa números e eleva impacto do apagão

A Enel São Paulo revisou os dados sobre o apagão causado por um evento climático extremo nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025. Em carta enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a distribuidora informou que o número de unidades consumidoras afetadas mais do que dobrou, saltando de 2 milhões para 4,4 milhões. A informação foi consolidada após o evento, considerando a soma de unidades afetadas por mais de 12 horas de fortes ventos.

Pico de interrupções e atendimento ao cliente sob pressão

Segundo a Enel, o maior contingente de clientes afetados ocorreu em 10 de novembro. Desse total, 3,28 milhões de fornecimentos foram restabelecidos por equipes de campo, e 1,13 milhão de forma automática. O evento climático causou sucessivas quedas de árvores e danos à rede, resultando em 3.703 ocorrências atendidas presencialmente e 693 solucionadas automaticamente apenas em 10 de novembro. O call center da empresa registrou um pico de mais de 1,86 milhão de chamadas, um aumento superior a 200% em relação à média normal. Apesar do volume, a Enel afirma que 94,7% das ligações foram atendidas em até 30 segundos, com taxa de abandono de 1,06%.

Aneel avalia informações e fiscalização em andamento

A Aneel informou que as informações enviadas pela Enel sobre o apagão em São Paulo ainda estão sob avaliação técnica da agência. Ao final do processo, um relatório de fiscalização específico será elaborado para o caso. A distribuidora esclareceu que a diferença nos dados se deu após a consolidação de informações preliminares e que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos, divulgado durante o restabelecimento, correspondia ao pico de instalações interrompidas simultaneamente.

Presidente Lula cobra providências e reforça fiscalização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a cobrança sobre órgãos do governo federal após os apagões que afetaram milhões de consumidores. Em despacho publicado em 12 de janeiro de 2026, Lula determinou que o Ministério de Minas e Energia, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Aneel adotem medidas para apurar as falhas no fornecimento e a atuação da reguladora. A ação visa garantir a prestação adequada e contínua do serviço à população e eleva a pressão sobre o setor elétrico diante de repetidos episódios de interrupção no abastecimento.

Fonte: www.poder360.com.br

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