Fim da Comercialização de Produtos Ilegais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda de canetas emagrecedoras que contenham tirzepatida (marcas Synedica e TG) e retatrutida (todas as marcas e lotes). Esses produtos, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”, foram classificados como irregulares e de origem desconhecida, portanto, sem garantia de qualidade e segurança para o uso em nenhuma hipótese.
Origem da Decisão e Riscos à Saúde
A decisão da Anvisa foi motivada pelo grave estado de saúde de Kellen Oliveira Bretas Antunes, que ficou em condição crítica após utilizar uma caneta emagrecedora sem prescrição médica. A mineira, de 42 anos, está internada em Belo Horizonte desde dezembro, após iniciar o uso do medicamento proveniente do Paraguai e vendido ilegalmente no Brasil. Exames confirmaram o diagnóstico de síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara e severa que afeta o sistema imunológico.
Alerta e Regulamentação de Substâncias Emagrecedoras
Em dezembro, a Anvisa já havia emitido um alerta sobre a oferta desses produtos, ressaltando que a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e configuram crime. Desde junho do ano passado, a comercialização de substâncias emagrecedoras no Brasil exige receita médica. Medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida, que são agonistas do receptor GLP-1, só podem ser adquiridos mediante apresentação de receita em duas vias, com a retenção da via original pela farmácia, similar ao procedimento para antibióticos e outros medicamentos controlados. A receita médica para essas substâncias tem validade de até 90 dias.
Comercialização Ilegal e Consequências
A Anvisa destacou que os medicamentos proibidos são produzidos por empresas desconhecidas e comercializados em redes sociais, como o Instagram, sem qualquer registro, notificação ou cadastro junto à agência. A falta de controle e fiscalização sobre esses produtos é o que gera a preocupação com a qualidade e a segurança, podendo levar a sérias complicações de saúde, como no caso de Kellen Oliveira, que apresenta severa limitação de movimentos devido à síndrome de Guillain-Barré.
Fonte: www.poder360.com.br




