Plano de Redução de Filas Gera Resultados Iniciais Promissores
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já colhe os frutos de seu plano de ação para a redução das extensas filas de análise de processos, anunciado em novembro de 2025. Segundo o diretor-presidente Leandro Safatle, a iniciativa, que visa dobrar a capacidade de análise e normalizar os fluxos até o final de 2026, já demonstra avanços significativos em diversas áreas. Em algumas delas, a redução no tempo de análise chega a 60%.
Safatle detalhou que o tempo de análise para autorização de ensaios clínicos e o estoque de petições de registro de radiofármacos foram reduzidos em 60%. Além disso, o passivo de pós-registro de materiais de uso médico e ortopédico diminuiu em 50%. A agência também registrou um número recorde de deliberações no primeiro bimestre de 2026, superando em mais de duas vezes o volume de entradas de novos pedidos.
“A agência estava andando com prazos bastante alongados no processo de registro e pós-registro e resolvemos enfrentar isso de frente. É um plano ousado, mas não estamos medindo esforços para que isso aconteça e já estamos conseguindo alguns resultados importantes”, afirmou Safatle, destacando o enfrentamento desafiador e prioritário da questão.
Avanços Concretos em Setores Específicos
No setor de dispositivos médicos, a Anvisa analisou 1.111 petições de pós-registro em janeiro e fevereiro de 2026, mais que o dobro das 509 analisadas no mesmo período de 2025. Safatle observou que, apesar do aumento no volume de entradas, a capacidade de processamento da agência mais do que dobrou, revertendo a tendência de acúmulo.
Os resultados são atribuídos à entrada de novos servidores dedicados à redução das filas e ao investimento em inteligência artificial. Uma sala de situação foi implementada para monitoramento e gestão do plano, com reuniões semanais e indicadores de desempenho para garantir a integração e avaliação contínua dos dados.
Comitê de Inovação e Prioridades Estratégicas
O diretor-presidente também apresentou detalhes sobre o Comitê de Acompanhamento Regulatório de Inovação em Saúde, focado em agilizar a avaliação de produtos inovadores de interesse estratégico. Ferramentas como regulação ágil e priorização de análises serão utilizadas para viabilizar o desenvolvimento da inovação radical.
Projetos como a polilaminina, a vacina da chikungunya, o método wolbachia e a endoprótese vascular já foram selecionados para acompanhamento. A Anvisa busca ativamente novas inovações nacionais para integrar o comitê, reforçando o compromisso com a agilidade e segurança na tomada de decisões para que nenhum tema de inovação seja paralisado.
Foco em Ampliação de Acesso e Regulação de Temas Sensíveis
Para 2026, a gestão da Anvisa prioriza o fomento à inovação e ao Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS), visando ampliar o acesso a produções nacionais. A agência também busca concluir o processo de reconhecimento como autoridade de referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2027.
Outras prioridades incluem o avanço na regulação de temas sensíveis como farmácias de manipulação, medicamentos a base de GLP-1, reprocessamento de equipamentos, pesquisas clínicas e suplementos alimentares. A Anvisa também pretende intensificar sua participação em ações locais de vigilância e fiscalização, fortalecendo a atuação em todo o território nacional.
Fonte: futurodasaude.com.br




