Lobista critica vazamento e defende privacidade
A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, criticou veementemente neste sábado (7 de março de 2026) o vazamento de mensagens íntimas entre Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, e classificou a exposição como uma “forma de violência”. Em sua conta no Instagram, Luchsinger declarou que “a vida íntima de uma mulher está sendo dissecada, ridicularizada e consumida como entretenimento coletivo”.
Apesar de afirmar não ter relação com os envolvidos na história, a lobista destacou o perigo de detalhes privados se tornarem públicos e serem usados para julgamentos morais. “A vida privada de uma mulher virou manchete, piada e combustível para julgamentos morais nas redes. O mais perturbador é perceber que a intimidade desse casal passou a ocupar mais espaço no debate do que os próprios fatos que deveriam estar no centro da história”, desabafou.
Investigação sobre Lulinha e supostos pagamentos avança
A declaração de Luchsinger ocorre em um contexto onde o próprio sigilo fiscal dela e de Lulinha já foi quebrado pela Polícia Federal. A investigação apura possíveis ligações com Antonio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, no inquérito sobre fraudes em descontos associativos para beneficiários da previdência social. O Poder360 já havia noticiado que a PF está cruzando informações financeiras entre Lulinha, Careca do INSS e Roberta Luchsinger para rastrear o fluxo de dinheiro.
Documentos preliminares da investigação indicam que Lulinha poderia ter recebido uma mesada de R$ 300 mil de um esquema de desvios de recursos do INSS, o que ele nega. Há indícios de que o “Careca do INSS” seria o responsável por esses pagamentos. Lulinha teria revelado a amigos que o lobista pagou suas passagens e hospedagem para Portugal no final de 2024, alegando que a viagem foi para visitar uma fábrica de cannabis medicinal, e que foi apresentado ao lobista por Roberta Luchsinger. A defesa de Lulinha considera a discussão pública sobre o caso “inoportuna”.
Quebra de sigilo e o papel do STF
A quebra dos sigilos de Lulinha foi determinada pelo ministro do STF André Mendonça, que é o relator no Supremo da investigação sobre as fraudes no INSS. A decisão autoriza a preservação de arquivos de e-mail de Lulinha pelo tempo necessário para as investigações. O magistrado também cuida do caso do Banco Master, sob suspeita de usar títulos de crédito falsos. A medida da quebra de sigilos coincide com um aumento da participação do presidente Lula em discussões públicas sobre seu filho e as suspeitas no INSS.
Entenda o caso INSS
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) investiga suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS. A quebra de sigilo permite o acesso da comissão a movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos relacionados aos investigados. É importante ressaltar que, até o momento, não há decisão judicial que atribua crime a Lulinha, e esta medida faz parte da fase de coleta de provas no âmbito da comissão.
Fonte: www.poder360.com.br




