Anvisa emite alerta sobre riscos de pancreatite com canetas emagrecedoras
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta preocupante sobre o uso de medicamentos análogos ao GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Desde 2020, o Brasil registrou 225 casos suspeitos de pancreatite e seis mortes que podem estar associadas ao uso dessas medicações. O número de notificações tem crescido tanto no país quanto globalmente, reforçando a necessidade de atenção e uso estritamente sob prescrição médica.
Medicamentos em foco e seus efeitos no organismo
Os análogos do GLP-1, que incluem substâncias como semaglutida (presente em Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), atuam simulando o hormônio incretina GLP-1. Essa ação aumenta a saciedade, reduz o apetite, retarda o esvaziamento gástrico e estimula a produção de insulina, auxiliando no controle da glicose e no tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. No entanto, essa ligação direta com as células pancreáticas e a influência na motilidade da vesícula biliar são pontos de atenção para o desenvolvimento de pancreatite.
Pancreatite: o que é e como identificar os sintomas
A pancreatite é a inflamação do pâncreas, que pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo o uso de certos medicamentos, alcoolismo e cálculos biliares. A Anvisa recomenda que usuários dessas “canetas emagrecedoras” procurem atendimento médico imediatamente ao apresentar sintomas como dor abdominal intensa e persistente, que pode se irradiar para as costas, acompanhada de náuseas e vômitos. Febre e calafrios também são sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica urgente.
Recomendações e cuidados essenciais para o uso seguro
É fundamental que o uso de análogos de GLP-1 seja feito apenas com prescrição e acompanhamento médico. A Anvisa reforça que esses medicamentos são indicados para pessoas com obesidade ou diabetes mellitus. Nunca se deve reiniciar o tratamento caso a pancreatite tenha sido confirmada. Além disso, é crucial adquirir os medicamentos apenas em fontes confiáveis e autorizadas, evitando a compra pela internet ou em comércio informal. A notificação de qualquer suspeita de reação adversa no sistema VigiMed é essencial para o monitoramento da segurança dos medicamentos. Pessoas com histórico de cálculos na vesícula ou consumo significativo de álcool devem ter uma avaliação médica ainda mais criteriosa antes de iniciar o tratamento.
Fonte: saude.abril.com.br




