Otimismo para o 1º Semestre de 2026
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), manifestou nesta sexta-feira (9.jan.2026) a expectativa de que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entre em vigor ainda no primeiro semestre de 2026. Após 26 anos de negociações, o tratado busca reduzir tarifas, facilitar o comércio de bens e serviços e estabelecer compromissos em áreas como propriedade intelectual e sustentabilidade ambiental.
“A expectativa é que possamos fazer no 1º semestre e não dependemos dos outros. Já entraria em vigência”, declarou Alckmin a jornalistas, ressaltando que a vigência no Brasil não está atrelada à ratificação pelos demais países do Mercosul. A entrada em vigor, no entanto, ainda requer aprovação pelo Congresso brasileiro após a assinatura oficial, prevista para ocorrer “nos próximos dias”.
Caminho para a Ratificação e Resistências
O processo de internalização do acordo envolve a aprovação pelo Parlamento Europeu e, no caso do Mercosul, a ratificação pelos legislativos de cada país membro. Apesar da aprovação pelo Conselho da União Europeia, o acordo enfrenta resistências internas, especialmente da França, que manifestou preocupações com o impacto no setor agrícola. Mesmo com votos contrários de países como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, o texto obteve maioria qualificada entre os Estados-membros da UE.
A assinatura formal do documento, inicialmente agendada para 12 de janeiro no Paraguai, foi remarcada para 17 de janeiro, conforme o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, representará o bloco europeu na assinatura.
Impacto Econômico e Celebração do Governo
O pacto comercial conectará regiões com cerca de 718 milhões de habitantes e um PIB conjunto estimado em US$ 22,4 trilhões. Um estudo do Ipea indica que o acordo tem potencial para aumentar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040, equivalente a US$ 9,3 bilhões. Em 2025, a corrente comercial entre Brasil e União Europeia superou US$ 100 bilhões pela primeira vez na série histórica, com crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior.
O governo brasileiro celebrou a aprovação do acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva o classificou como um “dia histórico para o multilateralismo” e uma “vitória do diálogo”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou o significado econômico e geopolítico, abrindo uma “nova avenida de cooperação”. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ressaltou o potencial para ampliar mercados, atrair investimentos, aumentar a concorrência e ajudar a baixar a inflação, além de promover o crescimento com sustentabilidade e inovação.
Fonte: www.poder360.com.br




