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Acordo de Proteção de Dados Brasil-UE é Sinal Político para Desbloquear Tratado com Mercosul e Impulsionar Comércio Digital

Avanço Estratégico em Agenda Paralela

Em um movimento considerado estratégico, Brasil e União Europeia formalizaram o reconhecimento mútuo de seus sistemas de proteção de dados pessoais. Essa medida, vista pelo governo brasileiro como uma conquista política, visa destravar o tratado comercial entre Mercosul e UE, que ainda enfrenta resistências para sua entrada em vigor. A iniciativa reduz riscos regulatórios, facilita negócios digitais e sinaliza uma convergência institucional em um cenário global de incertezas.

Maior Área de Fluxo Seguro do Mundo

O novo acordo elimina exigências adicionais para transferências internacionais de dados, criando a maior área de fluxo seguro de informações do planeta, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas. O presidente interino, Geraldo Alckmin, destacou que o acordo complementa o tratado comercial Mercosul-UE, fortalecendo e agilizando a relação entre os blocos. Ele também indicou que o presidente Lula encaminhará a internalização do acordo comercial ao Congresso para acelerar o processo.

Conquista Política com Benefícios Amplos

O comissário europeu Michael McGrath classificou o acordo de dados como uma “conquista política”, resultado de anos de diálogo e convicção compartilhada, ressaltando a semelhança entre os preceitos de privacidade do Brasil e da UE. Ele enfatizou que a troca de dados é o “combustível invisível do comércio” e que o acordo envia um recado relevante para o cenário global. A decisão foi formalizada por atos coordenados, com a Comissão Europeia reconhecendo o nível adequado de proteção de dados no Brasil e a ANPD brasileira atestando o grau compatível da UE com a LGPD.

Impacto e Repercussão no Governo Brasileiro

Ministros do governo Lula destacaram os benefícios do acordo. A ministra da Gestão, Esther Dweck, afirmou que a medida simplifica a transferência de dados, fortalece o comércio digital e sinaliza maturidade institucional e segurança jurídica do país. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a mensagem estratégica da relação Brasil-UE e o potencial da medida na proteção de crianças e na prevenção de fraudes digitais. Já a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, prevê o impulso a projetos conjuntos em áreas como saúde, meio ambiente e mudanças climáticas.

Fonte: www.poder360.com.br

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