terça-feira, junho 16, 2026
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Proadi-SUS: Avaliação Revela Desafios de Integração e Equidade Regional em Programa de Saúde

Fragmentação e Desigualdade Regional Marcam o Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que se prepara para seu sétimo triênio, atingiu um marco de 203 projetos e cerca de R$ 3,8 bilhões investidos nos últimos três anos. No entanto, uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificou fragilidades significativas. Apesar da reconhecida capacidade técnica dos hospitais de excelência envolvidos, o programa sofre com baixa integração sistêmica, fragmentação de ações e concentração de projetos em regiões específicas do país, com 42% das iniciativas localizadas no Sudeste e Sul, em contraste com a menor participação do Norte (20%) e Centro-Oeste (22%).

Dificuldades no Monitoramento e Identificação de Beneficiários

Um dos pontos críticos destacados pelo estudo é a dificuldade em rastrear e avaliar o impacto real das ações do Proadi-SUS. A pesquisa apontou para a baixa clareza na identificação dos beneficiários, devido ao uso predominante de dados agregados, o que compromete a tomada de decisões e o monitoramento eficaz. A falta de diagnósticos prévios para a elaboração de propostas e a sobreposição territorial de ações também foram apontadas como fragilidades, reforçando a necessidade de uma política de equidade e o uso intensivo de dados para a alocação de recursos.

Baixa Incorporação de Resultados e Desafios para o Futuro

A análise revelou ainda uma baixa incorporação dos produtos e soluções desenvolvidos no SUS, com pouca conversão dos resultados em capacidades estruturantes. A falta de planejamento para a internalização dos resultados, a ausência de critérios claros para a continuidade das ações e limitações na avaliação de custo-efetividade foram outras questões levantadas. O Ministério da Saúde reconhece esses desafios e busca, para o próximo triênio, fortalecer a governança do programa, aumentar a transversalidade dos projetos e aproximar o conhecimento das instituições com as prioridades do SUS, visando transformar iniciativas isoladas em portfólios articulados e capazes de gerar transformações em larga escala.

Novas Diretrizes para Ampliar o Impacto do Proadi-SUS

Diante do diagnóstico apresentado, a gestão do Proadi-SUS para o próximo ciclo (previsto entre 2027 e 2029) focará em utilizar os aprendizados para aumentar o impacto das iniciativas. As diretrizes incluem a ampliação da presença do programa em regiões menos contempladas, o estímulo a projetos mais robustos e integrados, e uma revisão nos critérios de continuidade para dar espaço à inovação. A meta é avançar de uma lógica de projetos isolados para portfólios estruturados em torno de prioridades estratégicas do SUS, como atenção primária, saúde digital e vigilância em saúde, buscando maior qualidade, coerência técnica e escalabilidade das experiências.

Fonte: futurodasaude.com.br

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