quarta-feira, junho 17, 2026
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Proadi-SUS: Avaliação Revela Desigualdades Regionais e Baixa Integração em Projetos de Saúde

Desafios na Execução e Impacto do Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que se prepara para seu sétimo triênio, atingiu um volume expressivo de projetos e investimentos, totalizando aproximadamente R$ 3,8 bilhões nos últimos três anos, com 203 iniciativas. Contudo, uma pesquisa recente, realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o período de 2021-2023, identificou desafios significativos. Apesar da alta capacidade técnica das instituições envolvidas, o programa sofre com baixa integração sistêmica, fragmentação, pouca articulação e uma concentração de projetos nas regiões Sudeste e Sul, que concentraram 42% das iniciativas. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram participações menores, com 20% e 22%, respectivamente. A pesquisa ressalta a necessidade urgente de uma política de equidade e do uso intensivo de dados para a alocação de recursos, além de apontar a falta de diagnósticos prévios e sobreposição territorial das ações.

Problemas de Monitoramento e Clareza dos Beneficiários

Um dos pontos críticos destacados pelo estudo é a dificuldade na identificação e rastreabilidade dos beneficiários dos projetos do Proadi-SUS. O uso predominante de dados agregados gera baixa clareza e dificulta a tomada de decisões, o monitoramento e a avaliação do impacto real das ações. Essa falta de transparência, segundo a pesquisa, pode comprometer o alinhamento com as prioridades do Ministério da Saúde. Adicionalmente, foram identificados problemas de articulação entre os projetos, redundâncias temáticas, falta de sinergia e baixa adesão dos gestores. A avaliação dos projetos também foi prejudicada pela insuficiência de dados e por indicadores focados na execução física e financeira, em vez de resultados concretos.

Baixa Incorporação de Soluções e Necessidade de Planejamento

A análise também apontou uma baixa incorporação dos produtos e soluções desenvolvidas pelo Proadi-SUS no Sistema Único de Saúde (SUS). A conversão de resultados em capacidades estruturantes tem sido limitada, em grande parte, pela falta de planejamento para a internalização dessas inovações. Outras questões levantadas incluem limitações na avaliação de custo-efetividade, ausência de critérios claros para a continuidade e transição das ações, e a falta de análise crítica dos projetos, com alterações ocorrendo após o início da execução.

Diretrizes para o Próximo Triênio e Fortalecimento do Programa

Em resposta a essas constatações, o Ministério da Saúde anunciou novas premissas e diretrizes para o programa. O secretário-executivo, Adriano Massuda, destacou o foco em direcionar os projetos para temas importantes para o SUS, acelerar aprovações e ampliar a participação. A pasta busca fortalecer a governança do Proadi, aumentar a transversalidade dos projetos e aproximar o conhecimento de excelência dos hospitais de referência com as iniciativas públicas. A meta para o próximo triênio, previsto para 2027-2029, é utilizar os aprendizados da avaliação externa para aumentar o impacto das iniciativas, com maior alinhamento às prioridades estratégicas do Ministério, foco em resultados estruturantes e ampliação da integração. A intenção é avançar de projetos isolados para portfólios articulados em torno de prioridades estratégicas do SUS, como atenção primária, saúde digital e inovação tecnológica, visando transformar o sistema e escalar experiências para políticas públicas efetivas.

Fonte: futurodasaude.com.br

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