quinta-feira, junho 4, 2026
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EUA Propõem Novas Tarifas ao Brasil: Trump Investiga “Trabalho Forçado” em Cadeias Produtivas com Taxas de Até 12,5%

Investigação Comercial sob Seção 301

O governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, anunciou a conclusão de investigações comerciais que podem resultar na imposição de tarifas adicionais sobre importações de 59 países, além da União Europeia. A justificativa apresentada pela Representante Comercial dos EUA (USTR) é a alegada “falha no combate ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas”. A investigação, conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, visa coibir práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos.

Proposta de Tarifas e Justificativas

A proposta sugere a aplicação de sobretaxas que variam entre 10% e 12,5% sobre produtos importados, dependendo do país. Parceiros comerciais como Canadá, União Europeia, México e Reino Unido poderiam enfrentar uma tarifa de 10%, enquanto outras economias listadas, incluindo o Brasil, podem ser taxadas em 12,5%. Segundo a USTR, a ausência de ações efetivas contra o trabalho forçado gera “distorções competitivas ao reduzir custos de produção no exterior e prejudicar fabricantes norte-americanos”, violando, segundo o órgão, o princípio da razoabilidade e impondo ônus ao comércio dos EUA.

Consulta Pública e Possíveis Isenções

A medida ainda não é definitiva e está sujeita a um período de consulta pública. O governo americano receberá comentários até 6 de julho e realizará uma audiência antes de decidir sobre a implementação das tarifas. Há a possibilidade de que alguns setores considerados estratégicos, como medicamentos, energia e minerais críticos, sejam isentos das novas restrições, a fim de mitigar impactos em áreas vitais.

Ampliação do Uso da Seção 301

Esta iniciativa representa uma ampliação do uso da Seção 301 pelo governo Trump em disputas comerciais. Nos últimos meses, Washington tem intensificado investigações contra parceiros comerciais e setores que considera sensíveis para a indústria norte-americana, utilizando este instrumento legal como ferramenta de pressão e negociação em suas políticas comerciais internacionais.

Fonte: www.poder360.com.br

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