Anvisa Lança Consulta Pública para o Sinaf
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para fortalecer a segurança do uso de medicamentos no Brasil. Na última quarta-feira, 27, a agência aprovou a abertura de uma consulta pública para a criação do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Sinaf). Este novo sistema funcionará como um braço integrado ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), com o objetivo principal de aprimorar o monitoramento de eventos adversos e outros problemas relacionados à utilização de medicamentos após sua comercialização.
O Que é o Sinaf e Quais Seus Objetivos?
O Sinaf propõe uma organização mais coesa das responsabilidades entre a Anvisa, as vigilâncias estaduais e municipais, hospitais, farmácias e outros profissionais de saúde. A meta é otimizar o compartilhamento de informações e agilizar a resposta a potenciais riscos sanitários. A consulta pública ficará aberta por 45 dias, permitindo que a sociedade civil, especialistas, a indústria farmacêutica e os serviços de saúde apresentem suas contribuições para a proposta.
Avanço na Vigilância Pós-Comercialização
Segundo o diretor substituto da Anvisa, Marcelo Moreira, o Sinaf representa um avanço significativo na capacidade do país de monitorar medicamentos em uso. “A farmacovigilância é parte essencial da segurança sanitária. Precisamos de um sistema mais organizado, integrado e capaz de responder de forma mais rápida aos riscos relacionados ao uso de medicamentos no país”, destacou durante a reunião da Diretoria Colegiada da agência. Essa iniciativa se alinha a um esforço maior da Anvisa em expandir os mecanismos de vigilância contínua e rastreabilidade, especialmente diante do crescimento de terapias complexas, medicamentos biológicos e produtos de grande impacto, como os agonistas de GLP-1, utilizados no tratamento da obesidade e diabetes.
Foco em Medicamentos de Alta Complexidade e Novos Usos
A discussão sobre farmacovigilância e rastreabilidade ganhou força recentemente, impulsionada pelo aumento do uso de medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida. A Anvisa tem intensificado debates sobre o controle sanitário e o monitoramento de produtos manipulados contendo essas substâncias, dada a preocupação com a segurança, a origem dos insumos e o acompanhamento de eventos adversos. A criação do Sinaf é vista como uma resposta estratégica para garantir maior controle e segurança nesse cenário em evolução.
Fonte: futurodasaude.com.br

