Flávio Bolsonaro defende familiares e aliados em meio a polêmica de financiamento de filme
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, declarou total confiança em seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e no colega de partido Mário Frias. A declaração surge após reportagens do Intercept Brasil revelarem que Eduardo teria tido poder de gestão sobre recursos destinados à produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que ambos se comprometeram a entregar “uma grande obra cinematográfica”.
Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo e tinha poder de autorização financeira
Documentos e mensagens obtidos pelo Intercept Brasil indicam que Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do filme, contrariando declarações anteriores de que não participava da gestão financeira. Segundo as informações, o deputado, que reside nos Estados Unidos, possuía autoridade para aprovar movimentações financeiras do projeto. A reportagem aponta que a estrutura financeira da produção vinculava formalmente Eduardo, com atribuições de controle de pagamentos e transferências internacionais. Estima-se que pelo menos R$ 61 milhões tenham sido enviados aos EUA através de fundos ligados a aliados do deputado.
Senador alega “plataforma legal” para viabilizar financiamento e reter roteirista
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro defendeu a atuação do irmão, explicando que Eduardo teria ajudado a estruturar financeiramente o longa por meio de uma “plataforma legal”. O objetivo, segundo o senador, era “segurar o roteirista da produção”, identificado como Silas. “Foi a plataforma legal para ele, Eduardo, colocar dinheiro no filme para segurar o roteirista do filme, que foi o Silas”, explicou Flávio.
Medo de investidores é atribuído a Alexandre de Moraes e “PF aparelhada”
O pré-candidato também comentou sobre a dificuldade em atrair investidores para o filme, atribuindo essa reticência ao “medo” que, segundo ele, empresários sentem em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro afirmou que os investidores temem perseguições por parte da Polícia Federal (PF), que ele descreveu como um “esquadrão do Lula”. “Era uma dificuldade para eu arrumar investidores para botar no filme, porque as pessoas tinham medo. Medo do Alexandre de Moraes, medo de serem perseguidos pela Polícia Federal, esse esquadrão do Lula que tem lá”, declarou.
Fonte: www.poder360.com.br

