Foco em Recursos Energéticos e “Frota Fantasma”
A estratégia delineada pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para a Venezuela pós-captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, coloca o controle dos recursos energéticos do país como ponto central das exigências americanas. Segundo Rubio, os Estados Unidos buscam assegurar a influência direta de Washington na região e evitar o caos no país latino-americano. O presidente Donald Trump declarou que os EUA receberão até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, ao mesmo tempo em que forças navais continuam a apreender petroleiros ligados ao país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a interceptação de um navio no Oceano Atlântico transportando óleo sancionado. Ela refutou alegações de Moscou de que a embarcação possuísse bandeira russa, classificando-a como parte de uma “frota fantasma” venezuelana que utilizava pavilhão falso. A tripulação, segundo Leavitt, responderá a processo judicial.
Influência Máxima e Governo Interino Sob Controle
A Casa Branca enfatizou que o governo interino da Venezuela não desfruta de autonomia total. Leavitt declarou que as decisões tomadas em Caracas continuarão sendo “ditadas pelos Estados Unidos” devido à “estreita coordenação e sua máxima influência exercida no momento”. Essa afirmação contrasta com declarações de Delcy Rodríguez, representante do governo interino, que na terça-feira (6.jan) negou a existência de um agente externo governando a Venezuela, durante uma reunião com representantes do setor agroalimentar.
As Três Fases da Estratégia Americana
O plano anunciado por Rubio divide-se em três pilares fundamentais, embora os detalhes específicos de cada fase não tenham sido completamente divulgados na matéria. A prioridade declarada é a estabilização do país sob supervisão americana, com especial atenção à gestão dos ativos energéticos e à garantia de que as novas autoridades sigam as diretrizes de Washington. O presidente Trump também alertou para a possibilidade de novas operações militares caso o núcleo remanescente do regime não coopere com as exigências norte-americanas.




