quarta-feira, maio 6, 2026
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Supremo vê erro de Lula em derrota de Messias no STF e compara articulação a “Dilma 2 e meio”

Ministros do STF apontam falha na leitura política do governo Lula

Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) credita a derrota de Jorge Messias no Senado Federal a um erro de leitura política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação predominante na Corte é que o Executivo enfrenta os limites de um governo de minoria e falhou em interpretar os sinais enviados pelo Congresso Nacional.

Comparação com governo Dilma Rousseff

Uma ala dos integrantes do STF cita que a articulação política do atual governo pode ser comparada à do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu um processo de impeachment em 2016. Um ministro chegou a usar o termo “Dilma 2 e meio” para definir o cenário atual, indicando uma dificuldade de governança semelhante.

Dificuldade crônica de coordenação, não risco de impeachment

Ainda assim, os magistrados descartam uma perspectiva fatalista sobre o governo Lula, não citando risco de impeachment ou rompimento efetivo com o Legislativo. O foco da análise está em uma dificuldade crônica de coordenação entre os poderes, evidenciada pela incapacidade de compor maioria com a atual estrutura de emendas parlamentares.

O poder das emendas e a perda de barganha do Executivo

Historicamente, o poder de barganha do Executivo com o Congresso diminuiu significativamente com a obrigatoriedade das emendas parlamentares, instituída a partir de 2014. Antes, o governo decidia a destinação dos recursos com base no apoio político em votações de interesse do Executivo. A partir da mudança, o governo perdeu um de seus principais instrumentos de negociação, um cenário que precedeu a queda de Dilma Rousseff em 2016.

Derrota de Messias: rejeição inédita em 132 anos

Jorge Messias entrou para o rol restrito de indicados à Suprema Corte que foram rejeitados pelo Senado. A última vez que uma indicação presidencial para o STF foi recusada ocorreu há 132 anos. Na avaliação dos ministros, o governo federal errou ao projetar uma aprovação apertada, subestimando a resistência do Senado mesmo com a utilização de recursos como emendas e cargos.

Sinais de articulação meticulosa no Senado

Para o STF, os senadores já vinham sinalizando, desde indicações anteriores, a necessidade de uma articulação meticulosa para a aprovação de nomes. A avaliação é que o aval do Senado transcende a negociação e exige uma leitura atenta do ânimo dos congressistas em relação ao perfil do indicado. A vaga, aberta desde meados de setembro de 2025, era disputada por Jorge Messias, Rodrigo Pacheco e Bruno Dantas, mas Lula optou por seu nome de confiança, apostando na demora para oficializar a indicação e tentar emplacar o terceiro ministro na gestão.

Fonte: www.poder360.com.br

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