Alckmin expressa desejo de recuperação econômica para a Venezuela
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), declarou nesta terça-feira (6 de janeiro de 2026) que o Brasil “torce” pela recuperação e crescimento da Venezuela. “Que ela possa se recuperar, que ela possa crescer. Que possa aumentar sua exportação, sua importação”, afirmou Alckmin a jornalistas, ao comentar os resultados da balança comercial brasileira em 2025.
Comércio com a Venezuela tem peso reduzido para o Brasil
Apesar do desejo de melhora econômica para o país vizinho, Alckmin minimizou a relevância da Venezuela para o comércio exterior brasileiro. Segundo o ministro, a Venezuela “não é tão relevante” para o Brasil em termos de intercâmbio comercial. Em 2025, as exportações brasileiras para a Venezuela somaram US$ 838,2 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 349,1 milhões. Alckmin também mencionou a diminuição da participação da Venezuela na economia sul-americana, destacando que, na década de 1970, o país representava mais de 12% do PIB da América do Sul, índice que hoje se encontra em 2%.
Balança comercial brasileira registra superávit em 2025
As declarações de Alckmin ocorreram durante a divulgação dos dados da balança comercial brasileira em 2025, que apresentou um superávit de US$ 68,3 bilhões. Este valor representa uma queda de 7,9% em comparação com o saldo positivo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Relação Brasil-EUA e destaque para o setor de petróleo
Ao abordar a relação entre Brasil e Estados Unidos, Alckmin destacou o bom relacionamento entre os presidentes Lula e Donald Trump, apontando uma “pauta muito positiva” em áreas como terras raras, big techs e data centers. O ministro ressaltou que, mesmo em um cenário de instabilidade geopolítica, o comércio exterior brasileiro tem potencial de crescimento. Alckmin também enfatizou a importância do petróleo para a pauta exportadora brasileira, que teve o óleo bruto como principal item em 2025, totalizando US$ 44,67 bilhões. Ele atribuiu o crescimento a projetos como o pré-sal, e não à Margem Equatorial, que demandaria mais tempo para entrar em produção. O ministro também comentou sobre a volatilidade do preço do barril de petróleo, influenciada pela geopolítica e conflitos.




