Caso revoltante expõe a crueldade e a omissão
Um caso de estupro coletivo contra crianças chocou o Brasil. As vítimas, cujas identidades são protegidas, foram agredidas e os atos foram gravados e compartilhados em uma rede social. Em um dos vídeos, com 63 segundos, é possível ouvir as crianças chorando, gritando e implorando para que os agressores parassem, pedindo “para” e “eu não quero” diversas vezes. Enquanto isso, os violadores riam e continuavam com os atos, agredindo as vítimas.
Família temia denunciar; autoridades só souberam do caso dias depois
O subprefeito Divaldo Rosa, em um vídeo publicado nas redes sociais, revelou que a família das vítimas, por receio, não teve coragem de denunciar o crime. O Conselho Tutelar e a polícia só tomaram conhecimento do caso em 24 de abril, quase um mês após a divulgação das imagens. Rosa se pronunciou sobre o caso em 30 de abril, definindo-o como “revoltante” e “chocante”, e ressaltando que abusadores agem “na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia”.
Prefeito e autoridades pedem denúncia e proteção às crianças
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o episódio como “terrível”. As crianças vítimas estão recebendo acompanhamento do Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, assistentes sociais, profissionais de saúde e do Projeto Bem-Me-Quer, um programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual. “Proteger as crianças é dever de todos nós”, enfatizou o subprefeito, pedindo que a sociedade não se cale e denuncie casos de abuso.
Como denunciar e ajudar a salvar vidas
Diante da gravidade da situação e da dificuldade relatada pela família em denunciar, as autoridades reforçam a importância de canais seguros e anônimos para denúncias. “Se você souber de algum caso de abuso contra a criança, faça uma denúncia anônima pelo disque 100. Você pode estar salvando uma vida”, alertou Divaldo Rosa. A reportagem tentou contato com a defesa dos adolescentes e do foragido, bem como com o Ministério Público e a Defensoria Pública, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Fonte: viva.com.br

