Deputado Garante Apoio para Investigar o Banco Master
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) anunciou ter reunido o número necessário de assinaturas para a instauração de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) destinada a apurar supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. A iniciativa conta com o apoio de 229 parlamentares, sendo 196 deputados e 33 senadores, ultrapassando o mínimo exigido de 171 deputados e 27 senadores.
Análise do Pedido e Próximos Passos
O requerimento agora será submetido à apreciação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Caberá a ele a decisão sobre a formação da comissão e a nomeação do relator, que conduzirá os trabalhos de investigação. A Constituição Federal estabelece requisitos formais para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso Nacional.
O Caso Banco Master e a Operação Compliance Zero
A necessidade de uma investigação aprofundada surgiu após a deflagração da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A operação desarticulou um esquema de fraudes financeiras estimado em R$ 12 bilhões, culminando na liquidação do Banco Master e na prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro. O banco é apontado como central em um esquema complexo que envolvia a emissão irregular de títulos de crédito sem lastro, o uso de empresas de fachada e a possível colaboração entre executivos do setor privado e agentes públicos.
Suspeitas de Ligação com o PCC e Envolvimento de Autoridades
O pedido de investigação também levanta a possibilidade de conexão entre o Banco Master e a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Documentos indicam que a instituição financeira pode ter servido como um canal para lavagem de dinheiro, conferindo aparente legitimidade a recursos de origem ilícita. Um dos pontos centrais da apuração recai sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci. Segundo informações, Viviane teria sido contratada como advogada do Master com honorários significativos. Embora Moraes tenha negado ter discutido o caso com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o gabinete do ministro tenha afirmado que o escritório de Viviane não atuou na venda do banco para o BRB, a CPI busca esclarecer todos os detalhes relacionados a esses contratos e possíveis conflitos de interesse.




