Impacto Profissional e Doméstico Severo
A enxaqueca não afeta apenas a saúde física, mas também compromete significativamente a produtividade e a rotina de quem sofre com a condição. Um estudo recente aponta que quase 100% dos pacientes diagnosticados sentem o impacto em suas atividades de trabalho ou estudo. Além disso, cerca de 80% relatam uma diminuição na produtividade para tarefas domésticas, que pode durar até cinco dias.
Mais de 60% dos afetados percebem uma queda frequente em seu desempenho profissional. O grupo de adultos entre 30 e 39 anos é o mais atingido, com 73% reportando queda de produtividade no trabalho e 72% deixando de realizar tarefas domésticas. O medo de demissão e a falta de empatia no ambiente corporativo levam 36% dos pacientes a continuarem trabalhando mesmo com dor intensa, temendo represálias.
Vida Pessoal e Isolamento Social
As consequências da enxaqueca se estendem à vida pessoal, gerando sentimentos de incompreensão familiar em 25% dos pacientes e uma sensação de isolamento e inadequação para 24%. A dificuldade em comunicar a intensidade da dor e o impacto da doença pode levar a um distanciamento social e familiar.
Jovens e a Subnotificação da Doença
Um dado alarmante é a alta incidência de enxaqueca em jovens sem diagnóstico formal. O estudo indica que 56% dos brasileiros com sintomas claros da doença, mas sem diagnóstico médico, têm até 39 anos. Na faixa etária de 18 a 29 anos, os índices também são preocupantes, com 59% relatando a perda de eventos sociais e familiares e 48% precisando faltar ao trabalho, escola ou faculdade devido às crises.
Metodologia do Estudo
O estudo “Radar Sobre Enxaqueca no Brasil” foi coordenado pela consultoria Imagem Corporativa, a pedido da farmacêutica Teva. A pesquisa envolveu duas etapas: um módulo quantitativo com 2.000 entrevistas realizadas pela Ipsos-Ipec em 132 municípios, focado na incidência e subnotificação da doença, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O segundo módulo, conduzido online pelo Instituto Qualibest, contou com 408 entrevistas com pacientes diagnosticados, apresentando margem de erro de 5 pontos percentuais.
Fonte: viva.com.br

