Demissão como trampolim político
Bernardo Moreira, que atuava como assessor do deputado André Janones (Avante-MG), declarou que disputará uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2026. A decisão surge após sua demissão do cargo, determinada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após Moreira interromper uma entrevista do líder da Oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), à GloboNews.
Em entrevista ao Poder360, Moreira classificou a ação de Lira como um ato “ditatorial” e afirmou que a exoneração, longe de prejudicá-lo, fortalece sua pré-campanha. Ele alega que a demissão evidencia um alinhamento de Lira com a direita e a extrema-direita, e que sua postura visa enfrentar esse cenário.
Consciência e enfrentamento
Moreira negou que o incidente tenha sido um erro de estratégia, assegurando que tinha “plena consciência” dos riscos de retaliação e de uma possível demissão. “A gente não pode ficar com medo de enfrentar ou de bater de frente e mostrar as nossas opiniões”, declarou o agora ex-assessor, justificando sua atitude como necessária diante do momento político do país.
Críticas à condução da Câmara
O ex-assessor criticou a celeridade com que sua demissão foi conduzida pela Câmara, apontando uma falta de isonomia na atuação do órgão. Ele contrastou a rápida exoneração com a ausência de medidas em episódios envolvendo parlamentares bolsonaristas, citando o caso do deputado Glauber Braga (Psol-RJ) em confronto com a Polícia Legislativa.
Ameaças e persistência
Apesar de relatar ter recebido “milhares de ameaças” em redes sociais desde que o vídeo do incidente viralizou, Bernardo Moreira reafirmou sua intenção de seguir com a pré-candidatura. Ele se filiou ao PSB e vê na repercussão de sua demissão um impulsionador para sua trajetória política no Distrito Federal.
Fonte: www.poder360.com.br

