Senado envia sinal forte ao STF
A contundente derrota de Jorge Messias na sabatina do Senado, com 42 votos contrários e apenas 34 a favor, foi interpretada como um recado direto aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A rejeição, liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que desejava Rodrigo Pacheco (PSB-MG) na vaga, evidenciou um descontentamento que transcende a figura do indicado.
Investidas contra Alessandro Vieira aumentam tensão
O clima para a sabatina de Messias, já fragilizado pela falta de apoio de Alcolumbre, deteriorou-se após ações de Moraes e Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Moraes chegou a acionar a Justiça contra o parlamentar um dia antes da votação, alegando que Vieira o associou, juntamente com sua esposa, ao PCC. Anteriormente, Gilmar Mendes já havia apresentado representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Vieira por abuso de autoridade, após o senador pedir o indiciamento de membros do STF em relatório da CPI do Crime Organizado.
Proximidade do STF com o governo contamina análise
A percepção de uma proximidade excessiva entre o STF e o governo federal também pesou na decisão do Senado. A leitura geral é que a rejeição não foi pessoal a Jorge Messias, mas sim ao que ele representaria no Supremo: mais um advogado alinhado a Lula. A base governista no Senado conta com 31 integrantes, o que sugere que Lula obteve apenas três votos favoráveis fora de seu espectro político.
Alcolumbre fortalece sua posição
Com a rejeição de Messias, Davi Alcolumbre demonstrou sua força política. O presidente do Senado, que dedicou o dia a articulações para obter votos contrários, agora possui um trunfo significativo: caso decida pautar o impeachment de um ministro do STF, precisaria de apenas mais 12 votos para aprovar a medida. A derrota de Messias, portanto, serviu como uma demonstração de poder e um alerta para a Corte.
Fonte: www.poder360.com.br

