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UE Pede Calma na Venezuela Após Destituição de Maduro; EUA Mantêm Vagueza Sobre Futuro

UE Busca Posição Conjunta em Meio a Divergências

A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, emitiu um apelo por “calma e contenção de todos os intervenientes” após a destituição de Nicolás Maduro. A declaração, apoiada por todos os Estados-membros, com exceção da Hungria, representa o mais próximo que o bloco chegou de uma posição unificada diante das declarações vagas e, por vezes, contraditórias dos líderes europeus no fim de semana.

Espanha Critica Violação do Direito Internacional; Alemanha Pede Cautela

O ministro espanhol Pedro Sánchez liderou as críticas mais contundentes, rejeitando o ataque que levou à deposição de Maduro como “uma violação do direito internacional”. Em contraste, o chanceler alemão Friedrich Merz adotou uma postura mais cautelosa, descrevendo a avaliação jurídica subjacente à intervenção dos EUA como “complexa e que requer uma análise cuidadosa”, ao mesmo tempo que enfatizou a necessidade de esforços políticos voltados para uma transição democrática.

Macron Reconhece Alegria do Povo Venezuelano; Meloni Apoia Narrativa dos EUA

O presidente francês Emmanuel Macron evitou comentar os detalhes da operação militar, mas reconheceu a alegria do povo venezuelano após o fim da “ditadura” de Maduro. Já a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, vista como mais alinhada ideologicamente com Trump, apoiou a narrativa apresentada pelo governo dos EUA, sugerindo que a intervenção foi “legítima” contra um regime acusado de promover o tráfico de drogas. Meloni declarou que “a ação militar externa não é o caminho para acabar com regimes totalitários”, mas apontou para uma legítima “intervenção defensiva contra ataques híbridos”.

EUA Detêm Maduro e Deixam Futuro da Venezuela em Aberto

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em uma operação militar e estão detidos em Nova Iorque, acusados de narcoterrorismo e tráfico de drogas pelos EUA. Contudo, a administração Trump mantém-se opaca sobre os planos para o futuro da Venezuela. Trump afirmou que os EUA governariam o país interinamente, sem definir prazos ou detalhes práticos, até que uma transição “segura, adequada e judiciosa” ocorra. Ele também indicou que María Corina Machado, figura proeminente da oposição, poderia não estar apta a liderar um governo de transição, sem oferecer um horizonte temporal para novas eleições. Enquanto isso, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, permanece como líder de fato, com os EUA insistindo que ela cooperará, apesar de seus apelos públicos pela libertação de Maduro.

EUA Avaliam Venezuela por Ações, Não Palavras; Sanções e Petróleo como Ferramentas

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que a avaliação da situação venezuelana será baseada em ações e não em palavras. Rubio ressaltou que os EUA possuem influência através de sanções e do petróleo, e que Trump não descarta nenhuma opção caso o país não rompa laços com traficantes de drogas. Ele também alertou para a possibilidade de mais ataques se as operações de supostos barcos de drogas no Caribe persistirem. A realização de novas eleições é vista como um desafio a curto prazo, dada a dispersão da oposição venezuelana no exterior.

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