Argentina reitera disposição para negociações sobre Malvinas
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, manifestou na sexta-feira (24.abr.2026) a intenção do país em retomar as negociações bilaterais com o Reino Unido a respeito da soberania das Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul. A declaração surge como resposta a afirmações britânicas que reafirmaram a soberania do Reino Unido sobre o arquipélago, em meio a uma polêmica envolvendo um e-mail interno do Pentágono.
Contexto da retomada da disputa
A proposta argentina visa encontrar uma “solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania e encerrar a situação colonial especial e particular na qual estão imersas”, declarou Quirno em sua conta no X (antigo Twitter). A manifestação ocorreu após o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterar a soberania do Reino Unido sobre as Ilhas Falkland, nome pelo qual são conhecidas em inglês. A polêmica se intensificou com a divulgação de que um e-mail interno do Pentágono teria sugerido a revisão da posição dos Estados Unidos sobre o tema.
Histórico e apoio internacional à Argentina
Desde 1833, as Ilhas Malvinas são administradas como território ultramarino britânico, mas a Argentina reivindica sua soberania. O país sul-americano conta com o apoio do Brasil e de outros 11 países da região. Em novembro de 2023, o Consenso de Brasília foi assinado, formalizando o apoio sul-americano à Argentina e a oposição à presença militar britânica no arquipélago.
Controvérsia sobre o referendo e exploração de recursos
Quirno também questionou a validade do referendo realizado em 2013, no qual mais de 99% dos habitantes votaram para permanecer sob domínio britânico. Segundo o chanceler argentino, a população da ilha foi “implantada” pelo Reino Unido, o que, em sua visão, invalida o pleito. Além disso, Buenos Aires se opõe à exploração de recursos naturais na região, como o petróleo no campo Sea Lion, pelas empresas Rockhopper Exploration e Navitas Petroleum, argumentando que tais atividades desrespeitam os “direitos soberanos argentinos”.
Fonte: www.poder360.com.br

