Aumento da Carga Tributária em Espanha
A Espanha figura agora entre os dez países que mais arrecadam impostos sobre os salários, com a carga fiscal sobre o rendimento de um trabalhador espanhol a passar de 39,7% em 2018 para 41,1% em 2025. Este aumento, impulsionado pelo atual Executivo, coloca o país acima da média de 35,1% registada pela OCDE para um trabalhador solteiro, embora as reduções fiscais para famílias com filhos tenham sido consideradas no estudo.
Posição Europeia e Comparativo com a OCDE
Apesar da subida no ranking global, a Espanha ainda se encontra atrás das três maiores economias da Zona Euro: Alemanha (49,3%), França (47,2%) e Itália (45,8%). Outros países da União Europeia, como Bélgica (líder da lista com 52,5%), Áustria, Eslovénia, Eslováquia, Estónia e Finlândia, também apresentam cargas fiscais mais elevadas. No entanto, quando se considera a situação de cônjuges com filhos, a Espanha sobe para o sétimo lugar, com uma carga tributária quase 10 pontos percentuais acima da média da OCDE.
Portugal no Contexto Global e Europeu
Portugal, por sua vez, ocupa a 18ª posição no ranking geral, com uma carga fiscal de 39,3%, ligeiramente acima da média da OCDE. O relatório indica que a carga tributária para o trabalhador solteiro médio aumentou 1,7 pontos percentuais entre 2000 e 2025. Para um trabalhador casado, Portugal registou em 2025 a 21ª maior carga fiscal da OCDE, fixando-se em 27,5%.
Implicações e Tendências
Este cenário levanta questões sobre o equilíbrio entre a arrecadação fiscal e o poder de compra dos cidadãos. O aumento da carga tributária sobre os salários na Espanha, embora a coloque em posições de destaque em termos de arrecadação, também reflete um debate contínuo na Europa sobre a sustentabilidade dos serviços públicos face às políticas de redução fiscal. A análise da OCDE sublinha a diversidade de abordagens fiscais entre os países membros e o impacto direto na vida dos trabalhadores.
Fonte: pt.euronews.com

