Caminho da PEC 6×1 na Câmara dos Deputados
Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (22.abr.2026), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 agora avança para uma comissão especial. Este novo colegiado terá a responsabilidade de aprofundar a análise do mérito da proposta, um passo crucial antes que o texto chegue ao plenário da Câmara dos Deputados. A data de instalação desta comissão ainda não foi definida, mas há um interesse em agilizar o processo.
Agilidade na Tramitação
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que a criação da comissão especial será determinada o mais rápido possível. A intenção é acelerar a tramitação da PEC e submetê-la à votação final no plenário ainda em maio, antecipando a expectativa inicial que previa a análise apenas em julho. Essa celeridade demonstra a prioridade dada ao tema.
O Papel da Comissão Especial
Diferentemente da CCJ, que foca na constitucionalidade da proposta, a comissão especial é o palco onde o mérito da PEC da Escala 6×1 será exaustivamente debatido. Deputados discutirão a viabilidade da medida, seus potenciais impactos econômicos e sociais, além da conveniência política. É nesta fase que emendas, ou seja, alterações no texto original, podem ser propostas e votadas, definindo, por exemplo, se a transição para a nova escala será gradual ou se haverá diferenciação entre diferentes setores econômicos.
Participação Social e Parecer
Durante os trabalhos da comissão especial, audiências públicas serão realizadas para ouvir a sociedade civil. Sindicatos, associações empresariais e especialistas serão convidados a apresentar seus argumentos e contribuições. Após essa etapa de debate e coleta de subsídios, a comissão terá um prazo de 40 sessões plenárias para elaborar e proferir um parecer sobre a proposta. As primeiras 10 sessões serão dedicadas à apresentação de emendas.
Rito de Aprovação no Congresso
Uma vez aprovada na comissão especial, a PEC seguirá para o plenário da Câmara. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o rito é rigoroso: são necessários pelo menos 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação, para que seja aprovada na Câmara e enviada ao Senado. No Senado, o texto precisará obter o mesmo quórum qualificado de 3/5 dos senadores (49 votos), também em duas votações, para ser promulgado.
Fonte: www.poder360.com.br

