O Peso Estratégico do Eleitor Experiente
Uma nova campanha busca conscientizar sobre a importância crucial do eleitor com mais de 70 anos para o destino político do Brasil. Embora o voto seja facultativo para este grupo, sua participação nas urnas possui um poder decisivo, especialmente em pleitos acirrados. A eleição presidencial de 2022, decidida por uma margem de cerca de 2,1 milhões de votos, exemplifica como a mobilização desse eleitorado poderia ter alterado o resultado. Em um país que envelhece rapidamente, ignorar o potencial político dos cidadãos maduros representa um erro estratégico para qualquer candidato.
Atores e Embaixadores Engajados na Causa
Para amplificar a mensagem e promover a identificação com o público 70+, a campanha conta com a participação de personalidades conhecidas, como os atores Ary Fontoura e Zezé Motta, além do apoio de figuras proeminentes da sociedade civil, como a empresária Luiza Trajano. Essa iniciativa, lançada em abril, é apartidária e tem como objetivo mobilizar instituições, empresas e organizações civis em prol da participação eleitoral consciente.
Ações de Conscientização e Regularização do Título
A primeira fase da campanha foca na regularização do título eleitoral, com prazo até 6 de maio, como um passo fundamental para garantir a participação efetiva dos eleitores 70+. As ações incluem conscientização em agências do INSS em 32 cidades, além de forte presença em canais digitais. A iniciativa parte do princípio de que a sabedoria e a experiência acumuladas ao longo da vida devem se traduzir em decisões políticas concretas, posicionando este grupo como um fiel da balança nas próximas eleições.
O Protagonismo Consciente em um Brasil que Envelhece
A campanha se fundamenta na crescente transição demográfica brasileira: atualmente, 59 milhões de brasileiros têm 50 anos ou mais, representando 28,5% da população, com projeção de alcançar 40% até 2044. Globalmente, essa faixa etária cresce 3% ao ano, aproximando-se de 2 bilhões de pessoas. Segundo o data8, observa-se um descompasso entre o peso demográfico desse grupo e sua participação nas decisões públicas. A iniciativa visa, portanto, reposicionar os cidadãos maduros como atores mais presentes e influentes nas decisões coletivas, exigindo que candidatos e a sociedade dediquem atenção redobrada a esse segmento vital para a democracia.
Fonte: viva.com.br

