Protesto Massivo e Críticas à Exclusão da CGTP
Lisboa foi palco de um grande protesto organizado pela CGTP, que reuniu milhares de pessoas nas ruas contra o que chamam de “pacote do patrão”. A manifestação, que teve início no Saldanha, foi convocada após a central sindical afirmar ter sido excluída de negociações cruciais com o governo, a UGT e as confederações patronais. Faixas com mensagens como “Abaixo o pacote laboral!” e “pacote sem direitos” dominaram a paisagem urbana, enquanto cânticos de protesto ecoavam pelas avenidas.
Diversidade de Participantes e Preocupações com o Futuro Laboral
A marcha contou com a participação de diversas gerações, incluindo jovens, reformados e trabalhadores com salários mínimos, que se sentem particularmente ameaçados pelas novas medidas. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, criticou veementemente a política governamental, afirmando que quem propõe o pacote “não faz a mínima ideia do que custa a vida de quem trabalha”. A central sindical reitera que as medidas propostas agravam as condições dos trabalhadores e potencializam a precariedade no mercado de trabalho.
Negociações em Andamento e Divergências no Rumo do Pacote Laboral
Enquanto a manifestação ocorria, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, reunia-se com a UGT e as confederações patronais (CIP, CCP, CAP e CTP) para “pequenas afinações” no pacote laboral. Mário Mourão, secretário-geral da UGT, indicou que ainda não há acordo, mas que os patrões “deram luz verde à proposta da UGT”, aguardando-se um novo documento atualizado pelo Governo. Armindo Monteiro, presidente da CIP, admitiu que a proposta não é a ideal, mas que está a ser consensualizada.
Governo Segue com Proposta para o Parlamento Apesar das Críticas
A ministra do Trabalho assegurou que, mesmo sem um parecer totalmente favorável da UGT, o documento que o governo apresentará ao Parlamento será o que está a ser discutido. Ela descreveu o projeto como “uma coisa a meio entre o anteprojeto de verão e a versão que chegámos hoje”, reforçando que o governo esteve aberto a contribuições de sindicatos, patrões e sociedade civil. A manifestação pacífica encerrou em São Bento, em frente à Assembleia da República, num dia marcado também por greves na função pública e no setor privado, que deixaram o país “a meio gás”.
Fonte: pt.euronews.com

