Central 180 registra aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres no 1º trimestre de 2026
Em 2025, o serviço contabilizou mais de 1 milhão de atendimentos e 155 mil denúncias, com violência psicológica liderando os tipos de agressão.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, vinculada ao Ministério das Mulheres, apresentou um aumento de 23% no número de denúncias de violência contra mulheres e de 14% nos atendimentos gerais durante o primeiro trimestre de 2026. No período, foram registrados 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias, contrastando com os 263.889 atendimentos e 37.139 denúncias do mesmo período em 2025.
Balanço de 2025: Mais de 1 milhão de atendimentos e crescimento nas denúncias
O ano de 2025 foi marcado por um volume expressivo de atendimentos na Central 180, totalizando 1.088.900, o que representa um crescimento de 45% em relação ao ano anterior. Em média, foram realizados 3 mil atendimentos diários, incluindo solicitações de informação sobre a rede de proteção, políticas e campanhas voltadas às mulheres, além de denúncias de violência. As denúncias de violência contra mulheres em território nacional somaram 155.111 em 2025, um acréscimo de 17,4% em comparação a 2024, quando foram registradas 132.084. Isso equivale a uma média de 425 denúncias por dia.
Perfil das denúncias e vítimas em 2025
Do total de 155.111 denúncias em 2025, 66,3% foram feitas pelas próprias vítimas, 16,8% por terceiros e 16,9% de forma anônima. O Ligue 180 também registrou 679.058 violações, um aumento de 18,5% em relação a 2024. Os tipos de violência mais recorrentes foram a psicológica, com quase 50% dos registros, seguida pela física (15,3%), patrimonial (5,4%) e sexual (3,0%).
Em relação ao perfil das vítimas, mulheres negras representaram 43,16% das denúncias em que a raça/cor foi declarada, enquanto mulheres brancas corresponderam a 32,54%. A faixa etária com maior incidência de violência foi a de 40 a 44 anos, com 9,75% das denúncias, seguida pelas de 35 a 39 anos (9,41%), 30 a 34 anos (9,14%) e 26 a 29 anos (8,89%). Juntas, essas quatro faixas etárias concentraram mais de 37% das denúncias.
Violência Vicária e o papel do agressor
Os dados de 2025 também evidenciaram a violência vicária, caracterizada pelo uso de filhos ou pessoas próximas como instrumento para causar sofrimento à mulher, com 7.064 denúncias registradas (4,55% do total). No primeiro trimestre de 2026, este tipo de agressão já soma 3.552 ocorrências, representando 7,77% das denúncias.
Na maioria dos casos, os suspeitos mantêm ou mantiveram relação íntima ou familiar com a vítima, sendo ex-companheiros (23.504 denúncias) e companheiros atuais (19.070 denúncias) os principais agressores. O ambiente doméstico, como a casa da vítima ou a residência compartilhada, foi o cenário predominante para os casos de violência.
A Central 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e oferece atendimento sigiloso e gratuito. O contato pode ser feito pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.
Fonte: viva.com.br

