Decisão judicial em andamento
O tenente-coronel Geraldo Neto, principal suspeito pela morte de sua esposa, a policial Gisele, pode ter o caso julgado pela Justiça Comum. A decisão judicial que definirá a competência da jurisdição está em andamento, após a Polícia Militar e a Justiça Militar também terem aberto investigações sobre o caso.
Evidências apontam para crime passional e manipulação
Diversas evidências coletadas pela polícia levantam suspeitas sobre a versão apresentada pelo tenente-coronel. Marcas de unhas no pescoço e rosto de Gisele, manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto, além da forma como a arma foi encontrada na mão da vítima e a posição do corpo, indicam uma possível manipulação da cena do crime. Esses elementos contradizem a alegação de que o militar desejava o divórcio, sugerindo o contrário: que Gisele buscava a separação e Geraldo resistia a ela.
Prisão e aguardo de julgamento
Geraldo Neto foi detido em 18 de março e aguarda o desenrolar do processo. Tanto a Justiça Militar quanto a Justiça Comum decretaram sua prisão, demonstrando a gravidade das acusações e a complexidade do caso. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a responsabilidade do militar.
Investigação paralela da Polícia Militar
A corregedoria da Polícia Militar também instaurou um procedimento interno para apurar os fatos. Essa investigação paralela visa analisar a conduta do tenente-coronel dentro da corporação, independentemente do julgamento criminal. A expectativa é que a definição da competência da Justiça Comum traga mais clareza e celeridade ao processo.
Fonte: viva.com.br

