Péter Magyar celebra vitória na Hungria e fim do governo Orbán
Oposição comemora resultado histórico e líderes europeus parabenizam
O líder da oposição húngara, Péter Magyar, do partido Tisza, comemorou neste domingo (12.abr.2026) a vitória de sua legenda nas eleições parlamentares, que põe fim a 16 anos de governo do primeiro-ministro Viktor Orbán. Em declaração nas redes sociais, Magyar anunciou ter recebido um telefonema de Orbán reconhecendo a derrota.
Líderes europeus expressam otimismo com a nova gestão
A vitória de Magyar foi rapidamente saudada por líderes internacionais. O chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU), o presidente francês, Emmanuel Macron (Renascimento), o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, entraram em contato para parabenizar o opositor. As conversas focaram em temas como segurança europeia, colaboração e os valores democráticos.
“O chanceler da Alemanha e o secretário-geral da Otan também nos deram parabéns por telefone pela nossa vitória”, escreveu Magyar, destacando a importância do momento. O presidente da Espanha, Pedro Sánchez (PSOE), classificou a eleição como “histórica” e afirmou que os “valores europeus” prevaleceram.
O futuro da Hungria e a relação com a Europa
Friedrich Merz demonstrou ânsia por “colaboração por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida”. Já Ursula von der Leyen declarou que a “Hungria escolheu a Europa”, reforçando os laços entre o país e o bloco europeu. Emmanuel Macron enfatizou a necessidade de avançar “em direção a uma Europa mais soberana, pela segurança do nosso continente, pela nossa competitividade e pela nossa democracia”.
Eleição marcada por forte participação e debates cruciais
O pleito húngaro foi caracterizado por uma alta participação eleitoral e debates intensos sobre economia, serviços públicos, combate à corrupção e as relações da Hungria com a União Europeia e o conflito na Ucrânia. A eleição é considerada a mais acirrada desde o retorno de Orbán ao poder em 2010, consolidando a ascensão do Tisza como a principal força de oposição no país. Orbán, em seu pronunciamento após o anúncio dos resultados, descreveu o desfecho como “claro” e “doloroso”.
Fonte: www.poder360.com.br

