Cessar-Fogo Anunciado, Mas Violência Persiste
Um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão, foi anunciado na terça-feira, com a promessa de suspender ataques e reabrir o Estreito de Ormuz. No entanto, a trégua mostrou-se frágil desde o início. O Irã interrompeu o tráfego de petroleiros e navios comerciais no estreito, alegando “violações do cessar-fogo” por parte de Israel após bombardeios no Líbano. Esses ataques, segundo o Ministério da Saúde libanês, resultaram em pelo menos 203 mortos e mais de mil feridos em Beirute.
Israel Retalia e Netanyahu Mantém Postura Firme
Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram novos ataques contra locais de lançamento do Hezbollah no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que negociações diretas com o Líbano ocorrerão “o mais rápido possível”, mas enfatizou que não interromperá as ofensivas contra o território libanês. Relatos da mídia norte-americana indicam que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria solicitado a Israel a redução das ofensivas para facilitar o acordo de cessar-fogo com o Irã.
Aumento de Atividade Militar e Alerta no Kuwait
Além do conflito no Líbano, veículos da mídia iraniana reportaram um aumento de sobrevoos de equipamentos de reconhecimento militar sobre o país. Autoridades iranianas afirmaram ter destruído drones de reconhecimento na cidade de Tabriz. Paralelamente, o Kuwait informou estar “combatendo ataques hostis de drones” que penetraram seu espaço aéreo, visando “diversas instalações vitais”, sem especificar a origem dos ataques.
Irã Cobra Cumprimento e Alerta para Respostas
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a pressão sobre o cumprimento do acordo, declarando que “o tempo está acabando”. Ele destacou que o Líbano e seus aliados são parte integrante do cessar-fogo e que quaisquer violações terão “custos explícitos” e “respostas fortes” de Teerã. Ghalibaf também citou o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmando que a questão libanesa foi publicamente esclarecida e que “não há espaço para negar ou voltar atrás”. “O fogo deve ser extinto imediatamente”, demandou.
Fonte: viva.com.br

