Produção Nacional Alcança Pico Histórico
O primeiro trimestre de 2026 marcou um período de forte expansão para a indústria motociclística brasileira. A produção totalizou 561.448 unidades, um salto de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho consolida o segundo melhor resultado trimestral já registrado pelo setor, segundo dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). O mês de março, em particular, estabeleceu um novo recorde histórico para o período, com a fabricação de 212.716 motocicletas, representando um aumento de 34,5% sobre março de 2025.
Vendas no Varejo Superam Expectativas
O mercado interno refletiu o aquecimento da produção, com licenciamentos atingindo novos patamares. No primeiro trimestre, as vendas no varejo somaram 571.728 unidades, um crescimento expressivo de 20,6% comparado a igual período de 2025. Março se destacou como o melhor mês da série histórica para vendas, com 221.618 unidades emplacadas. Marcos Bento, presidente da Abraciclo, atribuiu o sucesso à combinação de fatores como economia de combustível, praticidade na mobilidade urbana, custo acessível de aquisição e a demanda crescente por uso profissional.
Domínio de Baixa Cilindrada e Exportações em Alta
Na linha de montagem, os modelos de baixa cilindrada lideraram a produção, respondendo por 77,6% do total com 435.731 unidades. As motocicletas de média cilindrada representaram 19,7% (110.405 unidades), enquanto as de alta cilindrada somaram 2,7% (15.312 unidades). No cenário externo, as exportações também apresentaram um crescimento notável de 18,6% no trimestre, totalizando 11.441 embarques. A América do Sul, com a Argentina à frente, seguiu como o principal destino das exportações brasileiras.
Projeções Otimistas com Cautela Macroeconômica
A Abraciclo projeta para 2026 um crescimento de 4,5% na produção, com a fabricação de aproximadamente 2,07 milhões de motos. Para os licenciamentos, a expectativa é de alta de 4,6%, com a venda de 2,3 milhões de veículos no país. Apesar do otimismo, o setor monitora com atenção os desdobramentos dos conflitos globais, especialmente no Oriente Médio. A volatilidade nos preços do petróleo e seus derivados é vista como um fator de pressão inflacionária, que impacta a taxa Selic e gera preocupação no segmento, conforme ressaltou Bento.
Fonte: www.poder360.com.br

