Gleisi Hoffmann critica promoção de procurador da Lava Jato no CNMP
A ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), manifestou forte desaprovação nesta quarta-feira (8) à promoção do procurador Januário Paludo ao cargo de subprocurador-geral da República. A decisão, tomada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi categorizada pela parlamentar como um “péssimo sinal” enviado pela cúpula do Ministério Público à sociedade brasileira.
Paludo e a Lava Jato: crítica sobre “farsa judicial”
Januário Paludo foi um dos integrantes da operação Lava Jato, atuando ao lado de figuras como o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Gleisi Hoffmann, em sua crítica, ressaltou que a atuação de Paludo se deu em uma “farsa judicial”, que, segundo ela, foi “anulada pelo STF por parcialidade e motivação política contra o presidente Lula”.
Promoção por “antiguidade” e “prêmio indevido”
A deputada petista enfatizou que a promoção de Paludo ocorreu por critério de “antiguidade” e não por “mérito”, o que, em sua visão, configura um “prêmio absolutamente indevido”. Para Gleisi, a Lava Jato foi repudiada pela comunidade jurídica e causou “enorme prejuízo ao país e às instituições”.
“Desserviço” à imagem do Ministério Público
Ao final de sua declaração, Gleisi Hoffmann afirmou que “premiar um de seus mais salientes integrantes, como fez ontem o CNMP, é um desserviço ao Ministério Público e à imagem pública da instituição”. A crítica levanta questionamentos sobre os critérios de ascensão dentro do MP e a percepção pública de suas decisões.
Fonte: www.poder360.com.br

