Alta nos contratos futuros de petróleo Brent reflete incertezas no Oriente Médio
O preço do barril de petróleo tipo Brent atingiu US$ 111,65 na madrugada desta segunda-feira (6.abr.2026), impulsionado por novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. A cotação se manteve acima dos US$ 110 nas primeiras horas do dia, registrando uma alta próxima de 1,2%, segundo dados de contratos futuros com vencimento em junho.
Trump eleva o tom contra o Irã em meio a bloqueio do Estreito de Ormuz
As declarações de Trump miram diretamente o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo. Em publicações recentes na plataforma Truth Social, o presidente americano instou o Irã a abrir a passagem, utilizando linguagem contundente e classificando os iranianos como “bastardos loucos”. Trump chegou a estipular um prazo de 48 horas para a liberação, posteriormente estendido para a noite de terça-feira (7.abr), alertando que o “inferno” cairia sobre o país persa caso o bloqueio persistisse.
Estreito de Ormuz: um gargalo energético global sob tensão
O Estreito de Ormuz é um dos corredores energéticos mais importantes do mundo, por onde transita uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. Desde o início do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, a passagem tem sido quase totalmente bloqueada pelos iranianos, com exceção de poucas embarcações. Essa restrição tem causado sérios impactos na cadeia global de energia, levando ao aumento do preço do barril, pressionando a inflação e afetando mercados internacionais.
Diplomacia e pressão: os passos dos aliados na crise
O presidente norte-americano tem oscilado entre ameaças diretas e recuos estratégicos em relação ao Irã, buscando pressionar aliados para encontrar uma solução para a crise no estreito. Em declarações anteriores, Trump sugeriu que os países afetados buscassem seu próprio suprimento de petróleo e criticou a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) por sua inação. Enquanto isso, o Reino Unido, um aliado histórico dos EUA, tem buscado ativamente uma solução diplomática, reunindo representantes de 40 nações para debater uma ação coordenada para a reabertura da passagem.
Fonte: www.poder360.com.br

