Tecnologia Avançada para a Proteção Ambiental
O Estado de São Paulo deu um salto significativo na proteção de seu meio ambiente com a expansão do Monitoramento Ambiental por Imagens de Satélite (Mais). Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o sistema ampliou em nove vezes sua capacidade de observação do território paulista nos últimos anos. Utilizando imagens de satélite de alta resolução e análise de dados geoespaciais, o Mais identifica alterações na vegetação nativa, permitindo ações de fiscalização mais estratégicas e eficientes em todo o estado.
Aumento Exponencial na Frequência de Monitoramento
A evolução do Mais é notável. Enquanto entre 2015 e 2022 o território paulista era analisado em média duas vezes por ano, a frequência saltou para cinco vezes anuais em 2023 e impressionantes 18 vezes em 2025. Essa maior captação de imagens permite que o Estado revise as mesmas áreas com muito mais frequência, aumentando drasticamente a capacidade de detectar rapidamente qualquer alteração na vegetação. Segundo André Rocha, diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental da Semil, a tecnologia torna a fiscalização mais assertiva, otimizando o trabalho das equipes e fortalecendo a resposta do Estado na proteção ambiental.
Resultados Concretos na Fiscalização
Entre 2023 e 2025, o monitoramento identificou 2.741 alterações na vegetação nativa, totalizando 5.392 hectares com algum tipo de intervenção. Diferentemente de outras regiões do país onde o desmatamento ocorre em larga escala, em São Paulo a maioria das ocorrências são de pequena escala e dispersas. Isso torna o monitoramento por satélite ainda mais crucial, pois permite identificar mudanças que métodos tradicionais poderiam não captar. A Semil ressalta que o aumento no número de registros está diretamente ligado à ampliação da capacidade de monitoramento e à detecção de intervenções menores, e não necessariamente a um avanço do desmatamento.
Integração de Dados e Ações de Recuperação
O Mais opera com um processo automatizado de identificação de supressão vegetal desde 2023, e ainda incorpora alertas de parceiros como MapBiomas e SOS Mata Atlântica. A partir desses alertas, equipes técnicas direcionam as informações à Polícia Militar Ambiental, que já fiscalizou 91% das ocorrências identificadas, resultando em 1.167 autuações ambientais. O subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jônatas Trindade, destaca que o uso de geotecnologias fortalece as políticas públicas de proteção ambiental, apoia processos de regularização e contribui para a recuperação de áreas degradadas. Os dados revelam que 87% das alterações ocorreram na Mata Atlântica e 84% envolveram áreas de até 1 hectare, evidenciando a capacidade da ferramenta em detectar intervenções de pequeno porte. Além do monitoramento, o Estado investe em projetos de conservação e restauração, com mais de 11,8 mil hectares vinculados a compromissos de reparação ambiental, reforçando a tendência de regeneração da cobertura vegetal paulista.
Fonte: www.poder360.com.br

