Apelo por Cessar-Fogo e Negociações
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo diplomático nesta terça-feira (31.03.2026), propondo um cessar-fogo para o feriado da Páscoa. Em discurso direcionado aos ministros das Relações Exteriores da União Europeia, o líder ucraniano enfatizou a necessidade de uma trégua e exigiu um posicionamento claro de Moscou sobre a iniciativa. A proposta também será apresentada em negociações com Washington.
“Esperamos que os Estados Unidos apoiem esta proposição. E aguardamos uma resposta da Rússia. Amanhã, falarei com a equipe americana sobre esta questão. Resultados são necessários para todos”, declarou Zelensky, sublinhando a urgência de avanços concretos.
Bucha como Alerta e a Segurança Europeia
Zelensky relembrou o massacre de civis na cidade ucraniana de Bucha, ocorrido em 2022, para alertar os ministros europeus sobre os riscos à segurança do continente. “O que serão a guerra e as ameaças de amanhã para a Europa? Não devemos deixar que os inimigos da Europa respondam a essa pergunta por nós”, advertiu.
Para combater essas ameaças, o presidente defendeu a atualização urgente de iniciativas de financiamento e produção militar do bloco, como o programa Safe (Instrumento de Ação para a Segurança da Europa). “Se temos programas como o Safe, devemos torná-los verdadeiramente modernos e eficazes. A Europa deve produzir não apenas o que sabe, mas o que realmente funciona na guerra de hoje e o que é comprovado por ela”, argumentou, destacando a experiência bélica da Ucrânia.
Tática Russa no Oriente Médio e Defesa Ucraniana
Apesar da abertura para o diálogo durante a Páscoa, Zelensky manteve uma postura firme em relação à atuação global do presidente russo, Vladimir Putin. Ele acusou a Rússia de investir no prolongamento de conflitos no Oriente Médio, como as guerras entre Israel e o Hamas e a influência do regime iraniano na região. Segundo o presidente ucraniano, a desestabilização regional é uma tática deliberada de Moscou para intensificar a guerra na Europa.
Zelensky também ressaltou que o fim dos conflitos não deve beneficiar a Rússia em termos políticos, territoriais ou tecnológicos, citando Bucha como um exemplo das consequências da agressão russa. Como contraponto, afirmou que a Ucrânia já atua como um pilar de segurança para o continente, compartilhando conhecimento militar recente com aliados no Golfo Pérsico.
Adesão à UE como Garantia de Segurança
O presidente ucraniano defendeu a aceleração do processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, argumentando que a entrada de Kiev no bloco é uma garantia de segurança, tanto para a Ucrânia quanto para a Europa. “Nosso potencial humano, tecnológico e militar é o potencial da Europa. A Rússia entende isso, às vezes melhor do que a própria Europa. E é por isso que faz de tudo para nos impedir de ingressar”, concluiu.
Fonte: www.poder360.com.br

