quarta-feira, maio 6, 2026
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Anvisa Aprova Uso Compassivo de Polilaminina para 38 Pacientes com Lesões Graves

Avanço Terapêutico para Casos Críticos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso compassivo de polilaminina para 38 pacientes até a última sexta-feira (27.mar.2026). Esta modalidade permite o acesso a medicamentos que ainda não possuem registro no Brasil, mas que demonstram potencial para tratar doenças graves e sem outras opções terapêuticas disponíveis. O número de aprovações representa um aumento significativo em relação aos 33 pedidos liberados até 12 de março.

Polilaminina: Esperança em Fase de Estudos

A polilaminina é uma substância sintética que mimetiza a laminina, uma proteína essencial para o desenvolvimento e organização de tecidos neuronais, especialmente os axônios. Esses axônios funcionam como pontes biológicas que permitem a comunicação entre neurônios e a transmissão de impulsos elétricos. Em casos de lesão medular, essa comunicação é interrompida. A polilaminina, quando injetada na área lesionada, tem o potencial de recriar essas pontes, restabelecendo o fluxo de sinais elétricos e, consequentemente, a movimentação e sensações.

Processo de Solicitação e Aprovação

O acesso ao uso compassivo da polilaminina é iniciado por um pedido do médico responsável pelo paciente. Posteriormente, a empresa patrocinadora do estudo clínico no Brasil, o laboratório Cristália, precisa concordar em doar o medicamento. Dos 41 pedidos feitos pelo Cristália, 38 foram aprovados, dois negados e um segue em análise. A Anvisa não detalhou o status dos outros 32 pedidos feitos individualmente por pacientes. Negativas ocorrem quando não há evidências mínimas de segurança e benefício para o caso específico.

Investimento e Desafios do Desenvolvimento

O laboratório Cristália já investiu mais de R$ 100 milhões no financiamento dos estudos clínicos da polilaminina no Brasil. É importante notar que pacientes que obtêm o medicamento por meio de decisões judiciais e fora do escopo dos estudos clínicos não recebem o acompanhamento da equipe de pesquisa. A substância ainda se encontra na fase 1 dos estudos clínicos, e a comprovação de sua eficácia e segurança é crucial para que possa, futuramente, obter o registro e estar disponível para um número maior de pacientes.

Fonte: www.poder360.com.br

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