A Era de Ouro dos Acessórios Inusitados
Entre as décadas de 1980 e 2000, a indústria dos videogames apostou em inovações físicas para atrair jogadores. Longe dos gráficos de ponta e da inteligência artificial avançada, os acessórios eram o foco, dominando as prateleiras com propostas que iam do genial ao bizarro. Alguns desses itens, no entanto, falharam espetacularmente em cumprir suas promessas, tornando-se verdadeiras curiosidades que hoje nos fazem questionar a criatividade (ou a falta dela) de seus criadores.
10. Virtual Boy: A Realidade Virtual Vermelha e Dolorosa
A Nintendo, conhecida por suas inovações, tropeçou feio com o Virtual Boy em 1995. A primeira incursão da empresa na realidade virtual prometia imersão, mas entregou dores de cabeça, náuseas e uma paleta de cores limitada a vermelho e preto. Com poucos jogos compatíveis, o dispositivo foi um fracasso comercial, apesar de uma relançamento recente no Nintendo Switch Online.
9. LaserScope: Comandos de Voz que Ouviam Tudo
Em 1990, a Konami tentou antecipar os controles por voz com o LaserScope. A ideia era controlar jogos com a própria voz, mas a sensibilidade excessiva do sensor transformava qualquer ruído ambiente em um comando indesejado, tornando a experiência frustrante e impraticável.
8. Tony Hawk Ride Skateboard: O Shape Que Não Anda
Lançado em 2009, o Tony Hawk Ride Skateboard era um controle em formato de prancha que prometia simular as manobras do jogo. Contudo, sua imprecisão, a fragilidade do plástico e o barulho excessivo o tornaram um incômodo. Pior ainda, o jogo dependia exclusivamente dele, selando o destino de ambos.
7. Nintendo Super Scope: Bazuca Faminta por Pilhas
Evolução da Zapper de Duck Hunt, o Super Scope (1992) era uma bazuca que exigia seis pilhas AA para poucas horas de diversão. O alto custo de manutenção e a escassez de jogos compatíveis o tornaram um item de pouca utilidade, apesar do visual impressionante.
6. Xbox Digital TV Tuner: Um Antigo Para Um Mundo Moderno
Em 2014, o Xbox One ganhou um sintonizador de TV digital que visava converter o sinal analógico. Na era do streaming e do YouTube, o acessório se tornou obsoleto. Sua única função útil, minimizar a tela para assistir TV enquanto jogava, foi desativada devido ao alto consumo de memória.
5. Aura Interactor: Vibrações Genéricas e Desconforto
Lançado em 1994 para Super Nintendo e Mega Drive, o Aura Interactor era um colete tático com feedback tátil. Pesado, quente e com vibrações genéricas acionadas pelo som, o acessório oferecia uma experiência mais incômoda do que imersiva.
4. Chainsaw Controller: Mais Enfeite que Ferramenta
Inspirado em Resident Evil 4, este controle em formato de motosserra era visualmente impactante, mas completamente impraticável. Sua ergonomia péssima o tornava inutilizável para jogar, servindo apenas como um item de colecionador.
3. Steel Battalion Controller: O Pesadelo dos Mechas
Para jogar Steel Battalion (2002), era necessário um controle com mais de 40 botões e um formato complexo. Exigia uma mesa dedicada e era tão volumoso que se tornou mais um trambolho do que uma ferramenta de jogo. Após o fim da franquia, o acessório virou apenas uma lembrança cara.
2. Wii Vitality Sensor: Batimentos Cardíacos Desnecessários
A Nintendo cogitou lançar um sensor de batimentos cardíacos para o Wii, que mediria o estresse do jogador em jogos calmos. A ideia foi abandonada ao perceberem que a função não agregava à jogabilidade e que um oxímetro comum faria o mesmo trabalho por um custo menor.
1. Power Glove: O Futuro que Não Chegou
Inspirado em filmes de ficção científica, o Power Glove (1989) tentou trazer o controle por gestos para os videogames. A tecnologia da época era insuficiente, resultando em imprecisão e frustração. Embora tenha falhado como produto, seu conceito influenciou o desenvolvimento do Wii Remote.
Legado de Inovações Frustradas
Esses acessórios demonstram que nem toda ideia inovadora se traduz em sucesso. Muitas vezes, a execução falha em acompanhar a ambição. Embora algumas propostas pudessem ter potencial com uma nova abordagem hoje em dia, a indústria parece ter se afastado desse tipo de investimento em inovações físicas tão arriscadas.
Fonte: canaltech.com.br

