Relatório Paralelo da Maioria da CPMI do INSS é Enviado à PF e STF
Diante do impasse e da rejeição do relatório oficial em votação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, a bancada governista decidiu enviar um relatório paralelo à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, elaborado pela maioria dos membros da comissão, aponta que as irregularidades no INSS tiveram início em 2017 e se intensificaram a partir de 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Parlamentares da base governista afirmam que as investigações sobre o esquema avançaram significativamente durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, período em que foram iniciados processos de ressarcimento.
Rejeição do Relatório Oficial e Pedido de Indiciamento
A reunião que definiu o destino do relatório oficial da CPMI, realizada na madrugada do último sábado (28), terminou com a rejeição do documento por 19 votos contrários e 12 favoráveis. O relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) previa o indiciamento de 201 pessoas. Deste total, 130 seriam indiciadas imediatamente, e outras 71 teriam suas investigações aprofundadas. Entre os nomes mencionados no documento rejeitado estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como o “cérebro” do esquema, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob suspeita de lavagem de dinheiro, além de outros aliados políticos.
Acusações e Divisão Interna na CPMI
O relatório da maioria, que agora segue para órgãos externos, pedia o indiciamento de figuras proeminentes. Parlamentares governistas criticaram a presidência da CPMI, alegando descumprimento do regimento por não designar um relator para apresentar o voto vencedor. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na comissão, afirmou que a decisão impediu a conclusão formal dos trabalhos e que a maioria tinha o direito de aprovar seu parecer. “Nós fomos impedidos de fazer com que essa comissão concluísse seus trabalhos como um relatório aprovado”, declarou Pimenta, atribuindo a interrupção a uma decisão política para evitar o indiciamento do ex-presidente. Durante os trabalhos, a CPMI também rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, evidenciando a divisão interna do colegiado.
Estratégia da Bancada Governista
Com o envio do relatório paralelo à PF e ao STF, a estratégia da bancada governista é dar continuidade às apurações fora do Congresso Nacional. A medida visa manter as investigações em curso diante do impasse político que marcou o desfecho da CPMI, buscando garantir que os desdobramentos do caso sigam seus trâmites legais e investigatórios sem as restrições impostas pelo ambiente legislativo.
Fonte: viva.com.br

