PT protocola voto em separado com mais de 1.800 páginas
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que enviará um relatório paralelo, que teria sido ignorado pela CPMI do INSS, para a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, com mais de 1.800 páginas, amplia o número de investigados para aproximadamente 201 nomes e concentra críticas no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que o partido pede o indiciamento por lavagem de dinheiro.
Esquema de corrupção teria se consolidado no governo Bolsonaro
Segundo o PT, o relatório alternativo apresenta dados e documentos que comprovam que o esquema de desvio de aposentadorias do INSS, investigado pela comissão, teve início em 2017 e se consolidou e ampliou durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O partido acusa a presidência da CPMI de ter encerrado os trabalhos sem submeter à votação o parecer da maioria, em uma manobra para adiar o desfecho da comissão e impedir a aprovação do relatório que envolveria a família do ex-presidente.
Pedido de indiciamento inclui ex-presidente e aliados
O PT defende o indiciamento de 201 pessoas, sendo 130 de forma imediata e outras 71 para aprofundamento das investigações. O partido pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro, que seria o “cérebro” do esquema para financiar campanhas de Onyx Lorenzoni (PP-RS) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio Bolsonaro figura na lista de indiciados por lavagem de dinheiro.
CPMI oficial apresenta pedido de prisão contra 21 investigados
A CPMI do INSS, cujo relator foi o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou ao STF um pedido de prisão preventiva contra 21 investigados. Os crimes apontados pela comissão incluem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A comissão, no entanto, rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por 19 votos contrários e 12 favoráveis.
Fonte: www.poder360.com.br

