Marina Silva no palanque de Haddad: um obstáculo para o agronegócio?
A possibilidade de a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), integrar a chapa de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo levanta questionamentos sobre a estratégia petista de atrair o setor do agronegócio. O PT busca um nome do segmento para compor a vice de Haddad, visando diminuir a resistência à sigla e à candidatura em regiões do interior do estado.
Marina Silva é apontada como uma forte candidata a uma vaga no Senado na chapa petista em São Paulo, com a possibilidade de migrar do Rede para o PT. No entanto, suas posições sobre temas como desmatamento e licenciamento ambiental divergem significativamente das defendidas pelo agronegócio, gerando atritos anteriores com o setor.
Críticas e trocadilhos: o histórico de Marina com o agro
Em agosto de 2025, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, criticou a ministra, apelidando-a de “Marina Cinza”. A declaração ocorreu em meio a discussões sobre o Plano Clima, um conjunto de metas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, que foi lançado oficialmente em 16 de março de 2026. Moreira argumentou que a ministra, com um documento assinado pelo governo federal, contrapunha os esforços brasileiros de demonstrar sustentabilidade na produção agropecuária.
Em outra ocasião, em maio de 2023, Marina Silva utilizou o termo “ogronegócio” em uma comissão na Câmara, fazendo um trocadilho com a palavra “ogro”. A declaração gerou reações negativas, com o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) considerando a fala “muito infeliz”. A ministra, posteriormente, esclareceu que sua intenção não foi generalizar, mas sim referir-se a uma “pequena parte” do agronegócio que resiste a mudanças e transformações.
Marina tranquila sobre candidatura
Questionada sobre sua participação nas eleições de 2026, Marina Silva declarou-se “muito tranquila”, afirmando ter “plano A, B, C e D”. A ministra indicou que sua candidatura não é um ponto fixo, abrindo espaço para negociações e debates em São Paulo.
Fonte: www.poder360.com.br

