Suspeita de envolvimento em esquema de dados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo, em 13 de março de 2026. Azevedo é investigado por seu suposto envolvimento em um esquema de vazamento de dados sigilosos, que teria acessado informações de familiares de ministros da Corte e de outras autoridades. A prisão ocorreu um dia após a deflagração da operação Dataleaks, pela Polícia Federal, que já havia cumprido um mandado de busca e apreensão contra o contador em 5 de março.
Intermediário na obtenção de informações fiscais
Segundo informações divulgadas, o contador teria confessado à Polícia Federal atuar como um intermediário. Ele ligaria uma pessoa interessada em obter dados da Receita Federal a outra que alegava ter acesso a essas informações confidenciais. O STF confirmou a prisão, apontando Azevedo como um dos “mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional”. Os dados vazados abrangem o período de 8 de janeiro de 2024 a 27 de janeiro de 2026 e incluem informações de 1.819 indivíduos.
Alcance do vazamento e investigação
O vazamento de dados afetou um amplo grupo de pessoas, cujos nomes estão ligados a ministros do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados, ex-senadores, um ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à prisão do contador. A defesa de Azevedo, representada pelo advogado Eric Cwajgenbaum, informou que se manifestará após ter acesso à decisão judicial.
Contexto da investigação
A investigação sobre o possível vazamento de dados fiscais teve início após apurações internas no STF e foi antecipada pelo Poder360 em 13 de janeiro de 2026. O caso está interligado ao inquérito das chamadas fake news, iniciado em 2019 e ainda em andamento sob sigilo. A investigação ganhou força após a divulgação de reportagens com informações envolvendo autoridades, como detalhes sobre um contrato milionário do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes com o Banco Master. Embora não houvesse dados sigilosos explícitos, há suspeitas de que informações financeiras restritas possam ter sido acessadas.
Fonte: www.poder360.com.br

