O “02” de Haddad assume o posto principal
Dario Durigan, até então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, foi anunciado como o novo titular da pasta, substituindo Fernando Haddad, que se candidatará ao governo de São Paulo. A escolha de Durigan, considerado o “número dois” de Haddad, é vista por fontes próximas como estratégica para garantir a continuidade da agenda econômica em um ano eleitoral, sem a pressão de liderar grandes embates políticos ou propor reformas estruturais complexas.
Um “Ministro-Tampão” com Missão Clara
Em Brasília, Durigan é classificado como um típico “ministro-tampão”, um perfil técnico e alinhado à gestão anterior, encarregado de manter o curso e conduzir pautas em andamento. Entre suas missões estão a regulamentação da reforma tributária e a discussão sobre temas sensíveis como o fim da jornada de trabalho 6×1. Fontes próximas indicam que ele não deve “inventar moda” nem se envolver em polêmicas, focando na gestão do dia a dia.
Experiência em Articulação e Diálogo com o Mercado
Advogado de formação, Durigan possui uma trajetória sólida no serviço público, com passagens pela Prefeitura de São Paulo, AGU, Casa Civil e Fazenda em governos petistas. Sua experiência em articulação política, especialmente com o Congresso Nacional, é vista como um trunfo para o governo em um ano eleitoral. Além disso, ele é descrito como mais acessível e aberto ao diálogo com o mercado financeiro em comparação a Haddad, o que pode facilitar negociações e a interlocução com o setor empresarial.
Desafios e Continuidade da Agenda Econômica
Apesar da formação não ser em economia, especialistas apontam que a capacidade de organizar uma equipe competente, o diálogo e o acesso ao presidente são cruciais. Durigan herda uma equipe coesa e sua principal missão será a gestão orçamentária para o próximo ano. A continuidade da agenda de Haddad, marcada por um aumento na carga tributária e exigências regulatórias, é esperada. No entanto, temas como a revisão de benefícios sociais e a regulamentação de novas legislações exigirão alta capacidade de articulação política, especialmente em um cenário eleitoral sensível.
Fonte: neofeed.com.br

