Ataque a escola no Irã deixa 175 mortos e intensifica crise diplomática
Um ataque a uma escola primária no Irã, que deixou pelo menos 175 mortos, a maioria crianças, provocou uma forte reação do governo iraniano. O jornal estatal Tehran Times estampou a tragédia em sua capa, com uma imagem chocante dos mortos e a frase: “Trump, olhe-os nos olhos”. A publicação acusa os Estados Unidos de responsabilidade pelo bombardeio e critica duramente as declarações do presidente Donald Trump sobre a campanha militar contra o país persa.
EUA investigam possível envolvimento em ataque à escola
O Departamento de Defesa dos EUA informou que está conduzindo uma investigação para determinar se o país teve alguma participação no ataque à escola Shajarah Tayyebeh. Reportagem do The New York Times, publicada na última sexta-feira (5.mar), sugere, com base em análise de imagens, que a escola pode ter sido atingida durante uma ofensiva americana contra uma base naval iraniana. O governo iraniano, por sua vez, afirma que o ataque foi liderado pelos EUA.
Tehran Times: Trump mente sobre o Irã e ignora evidências
Segundo o Tehran Times, as declarações de Donald Trump sobre a campanha militar contra o Irã são marcadas por “um padrão de alegações comprovadamente falsas, desvio de responsabilidade por atrocidades e uma rejeição desafiadora de soluções diplomáticas”. O jornal, controlado pelo regime iraniano, acrescenta que Trump tem evitado comentar o ataque à escola em Minab e reiterou sua crença de que o Irã estaria por trás da ação, apesar das evidências que apontam para um bombardeio liderado pelos EUA. A publicação cita reportagens de veículos como CNN, New York Times, Reuters, Wall Street Journal e Al Jazeera como provas dessa alegada falsidade deliberada.
Contexto de tensão e escalada militar entre EUA e Irã
O ataque à escola ocorre em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã. A operação militar conjunta entre EUA e Israel foi lançada no final de fevereiro, com o objetivo declarado de frear o programa nuclear iraniano e defender os interesses americanos. Na ocasião, Trump declarou que a “hora da liberdade” dos iranianos estava próxima. Pouco depois, o presidente americano e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um dos ataques. Em retaliação, o Irã já atingiu ao menos 14 países, incluindo aliados dos EUA no Oriente Médio.
Negociações diplomáticas e ultimatos nucleares
As declarações de Trump sobre o Irã foram feitas em meio a conversas diplomáticas que não resultaram em acordo. O presidente americano exigiu que o Irã declarasse “nunca teremos uma arma nuclear” e alertou sobre a capacidade de mísseis iranianos ameaçarem a Europa e bases americanas, com potencial para atingir os próprios EUA. Por outro lado, uma autoridade iraniana sinalizou a disposição do país em fazer concessões, desde que os EUA reconhecessem seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Fonte: www.poder360.com.br




