Teerã rebate acusações de Trump
O Irã refutou veementemente as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o país de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA e de prosseguir com “sinistras ambições nucleares”. As declarações iranianas surgem em um momento crucial, antes da retomada das negociações em Genebra, mediadas por Omã, sobre o programa nuclear do país.
Diplomacia em primeiro plano, mas com ressalvas
Apesar da escalada retórica, Trump afirmou que priorizará a via diplomática para resolver a questão. No entanto, ele também reiterou a determinação americana em impedir que o Irã adquira armas nucleares, classificando o país como o “principal patrocinador do terrorismo no mundo”. Teerã, por sua vez, expressou otimismo quanto a um acordo, considerando-o “ao alcance da mão”, desde que a diplomacia seja efetivamente priorizada.
Tensões na região e protestos internos
O envio de um porta-aviões americano para a região do Golfo intensifica as tensões, enquanto o Irã nega as alegações americanas sobre seu programa nuclear e balístico, classificando-as como “grandes mentiras”. Paralelamente, o país enfrenta protestos estudantis em universidades de Teerã, que reascenderam desde o início do semestre. As autoridades iranianas reconhecem o direito à manifestação, mas alertam contra a ultrapassagem de “limites”.
Oportunidade histórica e histórico de negociações
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbass Araghchi, descreveu a atual conjuntura como uma “oportunidade histórica” para alcançar um acordo “justo e equitativo”. Ele destacou que um entendimento mútuo é viável se a diplomacia for o caminho principal. Irã e Estados Unidos retomaram o diálogo em Omã em 6 de fevereiro, após cinco rodadas de negociações nucleares terem sido interrompidas no ano anterior.
Fonte: jovempan.com.br




