Brasil firma posição contra expansão israelense na Cisjordânia
O Brasil, ao lado de outros 20 países e organizações internacionais, assinou um comunicado conjunto na última segunda-feira (23 de fevereiro de 2026) condenando veementemente as recentes medidas adotadas pelo governo de Israel que ampliam seu controle sobre a Cisjordânia. A declaração surge como resposta à aprovação, em 15 de fevereiro, de novas diretrizes pelo gabinete israelense, visando reforçar a supervisão sobre o território ocupado e facilitar a aquisição de terras por colonos judeus. Autoridades palestinas já classificaram essas ações como uma “anexação de fato”.
Medidas israelenses vistas como violação do direito internacional
No documento divulgado, os ministros signatários expressam que as decisões de Israel representam “ampliações abrangentes do controle israelense ilegal sobre a Cisjordânia”. As ações incluem a reclassificação de terras palestinas como “terras estatais” israelenses e a intensificação da atividade de assentamentos. O comunicado ressalta que tais medidas constituem “flagrante violação do direito internacional”, citando resoluções da ONU e um parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 2024.
Preocupações com a paz e estabilidade regional
O grupo de 21 signatários alertou que as medidas israelenses indicam uma “trajetória evidente” para “alterar a realidade no terreno e avançar uma anexação de fato inaceitável”. Além disso, o comunicado enfatiza que tais ações “prejudicam os esforços em curso pela paz e estabilidade na região” e representam uma ameaça à integração regional. A retomada do registro de terras em larga escala, que não ocorria desde 1967, é vista como parte dessa estratégia por observadores internacionais.
Apelo por reversão e compromisso com a solução de 2 Estados
Diante do exposto, o grupo de países instou Israel a reverter imediatamente as decisões tomadas, liberar receitas fiscais retidas da Autoridade Palestina e cessar a violência perpetrada por colonos contra palestinos. Os signatários reiteraram seu compromisso com a solução de dois Estados, baseada nas linhas de 1967, e defenderam a preservação do status histórico e jurídico de Jerusalém, especialmente durante o período do Ramadã.
Fonte: www.poder360.com.br




